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Papa expressa apoio a pescadores detidos na Líbia

Papa Francisco acena a fiéis da janela do palácio apostólico, durante sua oração do Angelus, na Praça de São Pedro, Vaticano, 16 de agosto de 2020 [Alberto Pizzoli/AFP/Getty Images]
Papa Francisco acena a fiéis da janela do palácio apostólico, durante sua oração do Angelus, na Praça de São Pedro, Vaticano, 16 de agosto de 2020 [Alberto Pizzoli/AFP/Getty Images]

O Papa Francisco expressou neste domingo (18) seu apoio aos dezoito pescadores detidos na Líbia, em referência ao impasse entre Itália e a administração líbia de Khalifa Haftar, uma das duas lideranças rivais presentes no país norte-africano.

As informações são da agência Reuters.

“Quero dizer uma palavra de encorajamento e apoio aos pescadores detidos na Líbia há mais de um mês e às suas famílias, que guardam esperanças de abraçar seus entes queridos em breve”, declarou o pontífice em sua bênção semanal, na Praça de São Pedro.

Barcos de patrulha da Líbia detiveram duas embarcações de pesca sicilianas, em 1° de setembro, e transferiram a tripulação a Benghazi, onde o comandante militar Khalifa Haftar mantém poder.

Os pescadores, italianos e tunisianos, foram acusados de operar em águas territoriais líbias.

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Os postos de pesca são motivo de disputa desde 2005, quando o então governante líbio Muammar Gaddafi estendeu unilateralmente as águas territoriais do país a 74 milhas náuticas da costa – originalmente 12 milhas náuticas a partir do litoral.

Haftar, que controla a porção oriental da Líbia, tenta aplicar a decisão de Gaddafi.

Jornais italianos alegam que Haftar deseja que Roma entregue quatro cidadãos líbios condenados por tráfico humano, em troca dos pescadores. O Ministro de Relações Exteriores da Itália Luigi Di Maio afirmou ao parlamento na quinta-feira (15) que a troca seria “inaceitável”.

O Papa Francisco também fez um novo apelo por paz na Líbia, dividida entre o chamado Exército Nacional da Líbia, comandado por Haftar, e o Governo de União Nacional, reconhecido internacionalmente, com sede na capital Trípoli.

“Irmãos e irmãs, a hora chegou de acabar com todas as formas de hostilidade e beneficiar o diálogo pela paz, estabilidade e união do país”, declarou o pontífice.

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