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Quase metade dos jovens árabes consideram emigrar, revela pesquisa

A Pesquisa sobre Jovens Árabes deste ano descobriu que 47% dos 200 milhões de jovens árabes da região consideraram ou estão considerando ativamente ou emigrar para outro país.

A Pesquisa sobre Jovens Árabes deste ano descobriu que 47% dos 200 milhões de jovens árabes da região consideraram ou estão considerando ativamente ou emigrar para outro país.

O levantamento encomendado pela agência de comunicação Asda’a Burson Cohn & Wolfe, de Dubai, mostra que esse índice aumenta para 63% entre os jovens que vivem no Oriente Médio, dos quais metade disse desejar sair definitivamente.

O maior desejo registrado de emigrar foi no Líbano, onde 77% dos entrevistados disseram que consideraram deixar o estado atingido pela crise, seguido pela Líbia, Iêmen e Iraque, cada um dos quais registrou entre 65% e 69% dos jovens que querem partir.

A pesquisa, que está em seu 12º ano, revelou também que a pandemia de coronavírus aumentou o desejo dos jovens árabes de emigrar, com um terço dos entrevistados dizendo que o vírus os tornou mais propensos a querer viver no exterior.

Os principais fatores por trás do desejo dos jovens árabes de emigrar, segundo a pesquisa, são razões econômicas e percepção da corrupção nos respectivos governos, com a busca de oportunidades educacionais, segurança, proteção e novas experiências também figurando como fatores importantes.

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Os Emirados Árabes Unidos se destacam como exceção: 97% dos cidadãos que responderam à pesquisa afirmaram não ter desejo ou não considerar a emigração.

Enquanto isso, mais de 45% listaram os Emirados Árabes Unidos como seu destino preferido, pelo nono ano consecutivo, à frente dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido.

A pesquisa, que entrevistou quatro mil pessoas com idades entre 18 e 24 anos, em dezessete estados árabes no Oriente Médio e Norte da África, com uma divisão de gênero de metade homens, metade mulheres, também mediu opiniões sobre uma variedade de outros assuntos.

O levantamento incluiu a percepção dos protestos antigovernamentais que varreram a região nos últimos 12 meses, bem como opiniões sobre direitos de gênero, identidade pessoal, relações exteriores e consumo de mídia.

A pesquisa foi realizada em duas fases, inicialmente entrevistando 3.400 jovens árabes entre janeiro e março, antes de continuar a pesquisa com mais 600 entrevistados em agosto com perguntas relacionadas ao efeito do coronavírus em suas vidas.

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