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Israel tentou expulsar 60 mil palestinos para o Uruguai

Manifestantes pró-palestinos marcham ao longo da avenida principal de Montevidéu em 12 de agosto de 2014. [Miguel Rojo/ AFP via Getty Images]
Manifestantes pró-palestinos marcham ao longo da avenida principal de Montevidéu em 12 de agosto de 2014. [Miguel Rojo/ AFP via Getty Images]

Israel tentou expulsar sessenta mil palestinos da Faixa de Gaza para o Uruguai depois de chegar a acordos com o governo do país sul-americano em 1969, revelou a emissora pública israelense Kan.

De acordo com o site de notícias Al-Hadath, Kan disse que o falecido primeiro-ministro israelense Levi Eshkol, que serviu de 1963 a 1969, estabeleceu as bases desse plano.

O plano fazia parte das deliberações israelenses sobre como lidar com os territórios palestinos ocupados em 1967, que multiplicaram por três o total de terras ocupadas.

Um dos outros planos possíveis era estabelecer um bairro agrícola palestino no Sinai, que estava sob ocupação israelense na época.

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Kan disse que o plano do Uruguai foi apresentado ao gabinete israelense três meses após a morte de Eshkol, quando Golda Meir era primeira-ministra e o general Zvi Zamir era diretor do Mossad.

Zamir explicou os detalhes dos entendimentos com o Uruguai que estipulavam que Israel pagasse US$ 350 mil na primeira fase pelas despesas de deportação de dez mil palestinos. Cada pessoa deportada receberia cem dólares para começar sua nova vida no Uruguai.

O gabinete aprovou o plano, mas sua aplicação falhou porque apenas três palestinos migraram para o Uruguai. E dois depois tentaram retornar.

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