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Autoridade Palestina faz apelo a Gantz para interromper anexação da Cisjordânia

Palestinos protestam contra planos de anexação israelense da Cisjordânia ocupada, em 11 de junho de 2020 [Abed Rahim Khatib/Agência Anadolu]
Palestinos protestam contra planos de anexação israelense da Cisjordânia ocupada, em 11 de junho de 2020 [Abed Rahim Khatib/Agência Anadolu]

A Autoridade Palestina (AP) fez novo apelo a Benny Gantz, Ministro da Defesa e premiê alternativo de Israel, para encerrar a ocupação de terras palestinas e interromper a anexação da Cisjordânia ocupada, segundo informações da agência Anadolu.

“Gantz deve pensar em dar fim à ocupação ao invés de mobilizar seu exército para anexar [a Cisjordânia] e consolidar a ocupação”, declarou Hussein Al-Sheikh, chefe da Autoridade Geral de Assuntos Civis da Autoridade Palestina, em sua página do Twitter.

Na quarta-feira (24), Gantz relatou a repórteres suas intenções de retomar negociações diretas com o presidente palestino Mahmoud Abbas.

O governo israelense planeja realizar uma votação de gabinete, na próxima semana, com o objetivo de anexar partes da Cisjordânia, invadida por Israel durante a chamada Guerra dos Seis Dias, em 1967, no Oriente Médio.

LEIA: Hamas pede fim da ‘exclusão’ para enfrentar o plano de anexação de Israel

O Primeiro-Ministro de Israel Benjamin Netanyahu prometeu reiteradamente anexar todos os blocos de assentamentos e o Vale do Jordão a partir de 1° de julho, sob acordo com Gantz, chefe da coalizão política rival Azul e Branco (Kahol Lavan).

A Cisjordânia, inclusive Jerusalém Oriental, é considerada território ocupado conforme a lei internacional. Portanto, todos os assentamentos judaicos localizados na região são ilegais, assim como a planejada anexação.

Oficiais palestinos ameaçaram revogar todos os acordos bilaterais com Israel, caso a entidade sionista avance com o projeto de anexação, que deverá deteriorar ainda mais a solução de dois estados.

A anexação provém do chamado “acordo do século”, anunciado pelo Presidente dos Estados Unidos Donald Trump, em 28 de janeiro. A iniciativa americana refere-se a Jerusalém como “capital indivisível de Israel” e reconhece “soberania” sobre grandes partes da Cisjordânia.

O plano de Trump eventualmente considera o estabelecimento de um estado palestino, na forma de cantões isolados, conectados apenas por pontes e túneis.

Estimativas palestinas calcular que, sob o plano dos Estados Unidos, Israel deverá anexar entre 30 a 40% da Cisjordânia ocupada, incluindo todo o território de Jerusalém Oriental.

“Não perderei a oportunidade de anexar a Cisjordânia”, diz Netanyahu [Sabaaneh/Monitor do Oriente Médio]

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