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Deportações sauditas de imigrantes etíopes arriscam propagar o coronavírus, alerta ONU

A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou ontem (13) que deportações em massa de trabalhadores imigrantes em situação irregular pela Arábia Saudita à Etiópia arriscam acentuar a propagação do novo coronavírus. As informações são da agência Reuters.

A Arábia Saudita deportou até então 2.870 imigrantes etíopes a Addis Ababa, capital do país africano, desde o início da pandemia de coronavírus, destacou a agência de imigração da ONU. Autoridades etíopes confirmaram a realização de deportações em larga escala.

Um memorando interno das Nações Unidos alertou que a Arábia Saudita deve deportar em torno de 200.000 imigrantes etíopes no total. Outros estados do Golfo árabe, Quênia e países vizinhos também deve extraditar imigrantes etíopes neste contexto.

“Movimentos migratórios de larga escala não-planejados tornam a continuidade da transmissão do vírus muito mais provável. Nós estamos, portanto, convocando as partes relevantes a suspender temporariamente atos de deportação em larga escala”, declarou Catherine Sozi, coordenadora de ações humanitárias da ONU para a Etiópia.

Até então, o ministério de comunicações da Arábia Saudita preferiu não comentar a questão.

A Arábia Saudita – cuja população tem cerca de 30 milhões de habitantes – possui até o momento 4.934 casos registrados de covid-19, doença causada pelo coronavírus, e 65 mortes.

A Etiópia, com população de 105 milhões de pessoas, possui apenas 74 casos de coronavírus até então, com duas mortes confirmadas. O governo etíope reivindicou que Riad suspenda a prática provisoriamente.

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