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Membros do Congresso dos EUA indicaram ativista dos direitos das mulheres sauditas, hoje prisioneira, ao Prêmio Nobel da Paz

Ativista saudita Loujain al-Hathloul [AFP via Getty Images]

Oito membros do Congresso dos EUA indicaram Loujain Al-Hathloul, ativista dos direitos das mulheres sauditas, que está presa pelas autoridades em Riad desde 2018, para o Prêmio Nobel da Paz.

Os serviços de segurança sauditas prenderam Al-Hathloul em meados de 2018, como parte de uma campanha contra ativistas e defensoras de direitos humanos.

De acordo com o testemunho de sua família no Congresso, Loujain foi vítima de assédio sexual e foi ameaçada de estupro pelo ex-conselheiro da corte real saudita, Saud Al-Qahtani, que também enfrenta acusações de planejar o assassinato brutal do jornalista saudita Jamal Khashoggi em outubro 2018.

A lista de candidatos para o prêmio deste ano também inclui a ativista climática adolescente sueca, Greta Thunberg, ativistas pró-democracia em Hong Kong e a aliança militar da OTAN.

O Instituto Nobel, que não confirma ou nega a nomeação de indivíduos específicos, disse na quarta-feira que recebeu 317 indicações para o prêmio este ano, ante 301 em 2019.

As indicações incluem 210 indivíduos e 107 instituições.

O vencedor será anunciado em outubro.

No ano passado, o prêmio foi concedido ao primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, por seus esforços para trazer a paz e acabar com uma disputa de duas décadas com a Eritreia.

 

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