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Em meio a tensões com Paraguai sobre Jerusalém, Israel nomeia novo embaixador

O presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez (centro) conversa com o novo embaixador de Israel [Escritório de Imprensa do Governo do Paraguai]

Após meses de tensões entre Paraguai e Israel, envolvendo a decisão do país sul-americano de levar sua embaixada de volta de Jerusalém para Tel Aviv, o governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu decidiu nomear um novo embaixador para lidar com a crise.

A agência estatal de notícias paraguaia divulgou que na última semana a informação de que o diplomata Yoed Magen fora designado para a representação israelense no país. Porém, segundo a mídia, ele ainda ficará baseado na vizinha Argentina.

O atrito entre os governos começou em setembro do ano passado, quando o novo governo do Paraguai decidiu reverter a medida do governo anterior que, poucos meses antes, havia transferido sua embaixada para Jerusalém, gerando protestos palestinos pela violação de acordos internacionais.

Com a volta da embaixada paraguaia em Israel para Tel Aviv, Israel decidiu fechar sua embaixada no Paraguai. A resposta, no entanto, não eliminou o impacto da decisão paraguaia, revertendo o avanço da campanha iniciada por Netanyahu, em conjunto com o presidente norte-americano, Donald Trump, para colocar em movimento as diplomacias de países sob sua influência, pelo reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel. Os Estados Unidos e, depois, Guatemala, transferiram suas representações para lá em 2018. Paraguai fez o mesmo, mas por tão pouco tempo que o resultado foi desastroso para as pretensões de Israel de naturalizar esse reconhecimento.

A nomeação de um novo embaixador faz parte do esforço israelense de normalizar sua presença no continente sul-africano.

Na semana passada, uma delegação israelense visitou a Bolívia, para a retomada das relações diplomáticas rompidas em 2009 pelo presidente Evo Morales, após um ataque israelense à Faixa de Gaza que levou mil palestinos à morte. Pressionado por protestos após sua última reeleição, Evo renunciou e foi substituído pela presidenta interina, Jeanine Áñez, que anunciou a retomada do convívio diplomático com Israel.

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