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Turquia demanda compromisso da Rússia para suspender os ataques contra Idlib, na Síria

Edifício danificado pelos ataques aéreos executados por aviões de guerra russos contra áreas residenciais na zona rural da chamada zona de desescalada, em Aleppo, Síria, 18 de janeiro de 2020 [Ibrahim Dervis/Agência Anadolu]

Nesta quarta-feira (22), Mevlut Cavusoglu, Ministro de Relações Exteriores da Turquia, reiterou seus apelos para que a Rússia cumpra suas promessas e estabeleça um cessar-fogo em Idlib, no noroeste da Síria.

Cavusoglu estava presente no quinto encontro anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, quando alertou para o fato de que a situação em Idlib é “perigosa”, observando que o regime sírio está “atingindo civis arbitrariamente”.

O ministro turco afirmou que a Rússia possui o compromisso de preservar um cessar-fogo na região. “Como fiadora do regime [sírio], a Rússia é obrigada a interromper tamanha agressão”, destacou Cavusoglu.

Forças sírias – lideradas pelo Presidente Bashar Al-Assad – ainda executam ofensivas incessantes contra a província de Idlib, considerada o último posto da oposição no país devastado pela guerra, além de agressões reiteradas contra partes da província vizinha de Aleppo. As investidas militares resultaram no deslocamento forçado de milhares de pessoas, muitas das quais fugiram para áreas próximas à fronteira com a Turquia.

Os ataques continuam mesmo após ser alcançado um acordo para interromper as hostilidades, entre Rússia e Turquia, em setembro de 2018. O acordo tinha como objetivo transformar a região de Idlib em uma zona de desescalada, na qual atos de agressão são expressamente proibidos.

Desde o acordo, entretanto, mais de 1.300 civis foram mortos em ataques executados pelo regime e aliados, incluindo forças militares da Rússia, à medida que o cessar-fogo continua a ser violado. Mais de um milhão de civis sírios deslocaram-se para perto da fronteira com a Turquia devido aos intensos ataques no decorrer do último ano.

LER: Treze crianças estão entre os 50 mortos em dez dias nos conflitos no norte da Síria, afirma relatório

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