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Canadá doará US $ 25.000 a 57 famílias de vítimas de avião

Primeiro Ministro do Canadá, Justin Trudeau, em Buenos Aires, Argentina, em 30 de novembro de 2018 [Agência Murat Kaynak/Anadolu]

O Tribunal Distrital de Tel Aviv permitiu uma audiência a portas fechadas para ouvir uma empresa israelense de spyware, o NSO Group, após o apelo da equipe jurídica do ministério para matê-la em segredo, por motivos de segurança nacional.

A Anistia Internacional processou a conhecida empresa de tecnologia, pedindo que Israel imponha restrições e revogue a licença de exportação da empresa de spyware, impedindo-a de vender seu produto controverso no exterior.

A NSO cria software que pode ter sido usado para vigiar jornalistas e dissidentes políticos em todo o mundo.

Segundo o The Times of Israel, a empresa afirmou que vende sua tecnologia a governos aprovados por Israel, para ajudá-los a deter militantes e criminosos. Acredita-se que seus clientes incluam estados do Oriente Médio e da América Latina.

Com base na preocupação de que a tecnologia possa ser usada para fins maliciosos pelos regimes, Gil Naveh, porta-voz da Anistia Internacional em Israel, afirma: “Eles são a arma cibernética mais perigosa que conhecemos e não estão sendo supervisionados adequadamente. Essa é a razão pela qual pensamos que a licença deles deve ser revogada. ”

O apelo para que nenhuma informação sobre o processo pudesse ser divulgada pela imprensa ou por indivíduos particulares, foi submetido pelo procurador do Estado de Israel ao tribunal no domingo,

A juíza do Tribunal Distrital de Tel Aviv, Rachel Barkai, aprovou a ordem de mordaça, que Naveh condenou, acrescentando: “Infelizmente, isso se tornou uma prática quase rotineira em casos relacionados à vigilância, mas as empresas de spyware não devem estar acima do escrutínio público, inclusive quando há evidência de uma ampla disseminação de uso indevido. ”

“As práticas da NSO foram acobertadas globalmente e o público não deve mais ser mantido no escuro. Consideraremos cuidadosamente a decisão do tribunal sobre o caso e as seguintes etapas. ”

Não é o primeiro processo judicial contra o NSO Group. Em outubro, o dono do WhatsApp e do Facebook anunciou que estava processando a empresa no tribunal federal dos EUA, em San Francisco, acusando-a de ajudar espiões do governo a invadir os telefones de alvos individuais em quatro continentes.

Os alvos da suposta onda de hackers incluíram diplomatas, dissidentes políticos, jornalistas e altos funcionários do governo, segundo o jornal israelense Haaretz.O Canadá O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, anunciou em entrevista coletiva na sexta-feira, que o governo dará 25 mil dólares a cada uma das famílias das 57 vítimas do voo PS752 que foram abatidas inadvertidamente pelo Irã.

Enquanto ele falava, o ministro das Relações Exteriores do Canadá, François-Philippe Champagne, estava reunido com seu colega iraniano, Mohammad Javad Zarif, em Muscat, Omã.

Os dois discutiram “a necessidade de acesso total ao Irã para que funcionários do Canadá e de outras nações em luto prestem serviços consulares, ajudem a garantir a identificação das vítimas conforme os padrões internacionais e participem de uma investigação completa e transparente”, de acordo com um comunicado do escritório de Champagne divulgado após a reunião.

O texto diz que o Irã também concordou com uma “análise transparente dos dados da caixa preta” e que Champagne e Zarif discutiram “o dever que o Irã tem para com as famílias das vítimas, incluindo indenização”.

Não foi mencionado no documento, mas Trudeau disse que Champagne pedirá a Zarif que diminua as tensões na área entre o Irã e os EUA, que culminaram na queda do avião da Ukrainian International Airlines.

Na coletiva de imprensa, Trudeau disse que os 25 mil dólares são o “primeiro passo” para ajudar as famílias a lidar financeiramente com os preparativos para o enterro, os custos de viagem e outras despesas. Mas que o financiamento não renuncia à indenização do Irã.

“Esperamos que o Irã compense essas famílias”, disse Trudeau.

Champagne e Zarif se comprometeram a continuar as discussões à medida que a situação evolui para garantir justiça às famílias das vítimas.

Todos os 167 passageiros e nove tripulantes morreram quando o avião foi derrubado por mísseis iranianos, em 8 de janeiro, logo após a decolagem de um aeroporto em Teerã.

O avião foi confundido com um ataque inimigo ao Irã após o disparo de mísseis algumas horas antes às bases iraquianas, em retaliação pelo assassinato americano do general Qasem Soleimani.

As vítimas eram de seis países: Irã (82), Canadá (57) Ucrânia (11), Suécia (10), Afeganistão (4) e Reino Unido (3).

Além disso, o software Pegasus da NSO passou por um exame minucioso nos últimos meses, depois que o produto se revelou cúmplice do assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi.

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