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Iraque libera 2.700 manifestantes detidos desde o início dos protestos

Manifestantes de pós-graduação da faculdade que se reúnem do lado de fora da Diretoria de Educação da Província de Kirkuk, Iraque, para organizar um protesto. Em 16 de dezembro de 2019. [Ali Mukarrem Garip/Agência Anadolu]

O Conselho Judicial Supremo do Iraque ordenou ontem a libertação de 2.700 manifestantes detidos pelas agências de segurança do país por participarem de protestos anti-establishment em todo o país.

O conselho disse em um breve comunicado que até 107 manifestantes ainda estão detidos, aguardando investigação.

O governo iraquiano prometeu repetidamente libertar manifestantes detidos por seus serviços de segurança se eles não estivessem envolvidos em cometer “crimes”.

Desde outubro, o Iraque testemunhou protestos em todo o país contra a deterioração das condições de vida, o desemprego e a corrupção desenfreada.

Centenas de pessoas foram mortas pelas forças de segurança e muitas outras ficaram feridas.

Em uma tentativa de acalmar os manifestantes, o primeiro-ministro iraquiano Adil Abdul Mahdi renunciou no final do mês passado, mas os manifestantes insistiram que sua renúncia não é o objetivo final.

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