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Jornal saudita afirma que governo de Hariri no Líbano deve renunciar logo

Primeiro-Ministro do Líbano Saad Hariri realiza coletiva de imprensa sobre os protestos em curso contra seu governo, na capital Beirute, Líbano, 18 de outubro de 2019 [Escritório do Primeiro-Ministro do Líbano/Agência Anadolu]

O jornal saudita Okaz relatou nesta sexta-feira (25) que o governo libanês do Primeiro-Ministro Saad Hariri, supostamente ligado à Arábia Saudita, renunciará dentro de 48 horas.

O Okaz citou uma fonte anônima alegando que Hariri formará um novo governo provisório composto por quatorze ministros, o qual não incluirá qualquer ministro do atual governo.

“O novo governo a ser formado não incluirá Gebran Bassil, Ministro de Relações Exteriores, ou Raya El Hassan, Ministro do Interior, e será limitado a ministros técnicos, capazes de restaurar a confiança interna e externa do país,” relatou o jornal.

O Okaz reiterou ainda que suas fontes confirmaram que “todos os partidos concordaram com a mudança, dado que é permitido aos cidadãos protestarem nas praças após a renúncia do governo, a fim de garantir a abertura das estradas, em particular as estradas principais.”

A família de Hariri e o Movimento do Futuro liderado por ela possuem relações com a Arábia Saudita. Saad Hariri possui nacionalidade saudita, além da libanesa.

Protestos no Líbano – cartum [Sabaaneh/Monitor do Oriente Médio]

Pelo nono dia consecutivo, protestos e sit-ins tomaram as ruas em diversas cidades do Líbano, contra a proposta do governo de instituir novos impostos, incluindo um aumento tributário no valor agregado a bens de consumo, em particular a imposição de vinte centavos por dia (equivalente a US$ 6 por mês) sobre chamadas de Whatsapp e outros aplicativos de smartphone. O governo recuou de suas propostas, mas os protestos evoluíram para denunciar a corrupção generalizada e reivindicar a renúncia do atual regime sectário e a antecipação das eleições parlamentares.

Tais protestos populares paralisaram o país, ao manter fechados bancos, escolas e universidades, além de bloquear as principais estradas.

Em 21 de outubro, o governo de Hariri aprovou uma série de reformas e medidas para tentar atenuar os protestos, incluindo o corte de salários dos atuais ministros e deputados em até cinquenta por cento e a imposição de taxas adicionais aos lucros bancários. A população, no entanto, rejeitou tais medidas.

O discurso do Michel Aoun, Presidente do Líbano, proferido na última quinta-feira (24), indignou ainda mais a população nas ruas e praças do país. O discurso foi considerado de péssima qualidade, “gravado previamente e muito mal produzido.” Aoun não propôs iniciativas, tampouco ofereceu concessões ou soluções ao problema, sob o pretexto de possuir poderes limitados como presidente.

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