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Erdogan afirma que sanções do Ocidente sobre venda de armas não impedirão seus planos na Síria

Presidente da Turquia Recep Tayyp Erdogan discursa durante um jantar de gala na 10ª Conferência de Investimentos da Turquia, organizada pelo Conselho de Negócios EUA-Turquia (TAIK), em Nova Iorque, Estados Unidos, 25 de setembro de 2019 [Erçin Top/Agência Anadolu]

O Presidente da Turquia Recep Tayyp Erdogan reiterou que as sanções do Ocidente sobre a venda de armas ao seu país não impedirão as operações de Ancara em território da Síria.

O presidente afirmou que dois soldados turcos e dezesseis membros do Exército Nacional Sírio foram mortos durante a operação lançada na última quarta-feira (9).

No último sábado (12), em declaração conjunta dos Ministérios da Defesa e de Relações Internacionais da França, o país europeu assegurou suspender todas as vendas de equipamentos militares que poderiam ser utilizados como parte da ofensiva de Ancara contra a população e combatentes curdos na Síria.

“Esta decisão entra em vigor imediatamente,” afirmou o governo francês, ao observar que uma reunião do Conselho de Relações Internacionais da União Europeia, marcada para hoje em Luxemburgo, será uma oportunidade para coordenar a abordagem europeia deste assunto, segundo a rádio francesa RMC.

A Turquia alega que o objetivo principal de suas operações militares é limpar a região de fronteira das milícias curdas, como as Unidades de Proteção Popular (YPG), hoje entrincheiradas em particular na margem oriental do Rio Eufrates, no território sírio. A Turquia enxerga os movimentos curdos como uma ameaça à sua segurança nacional e também reafirma a necessidade de estabelecer uma zona de segurança no noroeste da Síria.

Segundo as autoridades turcas, a operação deve atingir dois objetivos de uma única vez: o recuo das milícias curdas apoiadas pelos Estados Unidos e o assentamento de ao menos dois milhões de refugiados na zona de segurança, de modo que os deslocados sírios possam estabelecer um novo lar em seu próprio país de origem.

A operação militar é a terceira incursão da Turquia no norte da Síria, após a Operação Escudo do Eufrates em 2016 e a Operação Ramo de Oliveira em 2018, e cumpre com as promessas do presidente Erdogan, feitas na última semana, de que a Turquia assumiria seus próprios meios para estabelecer uma zona de segurança na região e que executaria essa missão sem a necessidade de apoios internacionais.

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