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Em 3 meses, 400.000 pessoas foram desalojadas em Iblid, diz ONU

Na imagem, pessoas que fugiram do distrito Bab ,de Aleppo, devido ao Daesh, se refugiam na aldeia Susanbat, controlada pela oposição, na Síria. Em 19 de fevereiro de 2017 [Emin Sansar/ Anadolu Agency]

Mais de 400 mil pessoas foram desalojadas como resultado do bombardeio do regime sírio e russo na província de Idlib, noroeste da Síria, nos últimos três meses, informou ontem a agência de assuntos humanitários das Nações Unidas, OCHA: “Mais de 400 mil pessoas foram deslocadas desde o final de abril”, disse David Swanson, da agência.

Idlib, a última área síria controlada por grupos de oposição, abriga cerca de três milhões de pessoas, quase metade delas já desalojadas de outras partes do país devastado pela guerra.

A maioria desses deslocamentos, disse o representante da OCHA, é do sul de Idlib e do norte de Hama. “A maioria dos que fugiram foram deslocados dentro da província de Idlib, enquanto um número menor se mudou para o norte da província de Aleppo.”

Ele afirmou que “cerca de dois terços das pessoas deslocadas estão ficando fora dos campos”, e que muitos são forçados a viver ao ar livre por causa da superlotação em acampamentos e centros de recepção.

De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede em Londres, mais de 730 civis foram mortos em ataques aéreos e bombardeios da região pelo governo sírio e seus aliados desde abril.

A OCHA informou que desde o final de abril já documentou 39 ataques contra instalações de saúde ou médicos da região, além de pelo menos 50 escolas que foram danificadas pelos bombardeios.

O Idlib deveria estar protegido por um acordo de trégua internacional entre Moscou e Ancara, que já dura meses, mas tem enfrentado ataques crescentes do regime e da Rússia.

Na quinta-feira, essas forças mataram 12 civis na região, disse o Observatório, acrescentando: “Mais de 50 civis foram mortos somente na segunda-feira”, observando que a maioria estava em “um mercado movimentado”.

Em comunicado, a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, disse que “os ataques intencionais contra civis são crimes de guerra, e aqueles que os ordenaram ou executaram são responsáveis criminalmente por suas ações”.

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