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Regime sírio exige propina para libertar prisioneiros

Manifestantes na Síria exigem justiça para os inúmeros prisioneiros sírios, torturados e mortos nas prisões de Bashar al-Assad [Twitter]

Além de enfrentar torturas, muitos prisioneiros nos presídios sírios são obrigados a pagar enormes propinas em troca de sua liberdade, relatam ex-prisioneiros do regime de Bashar al-Assad. As informações são da Agência Anadolu.

“Minha família pagou um suborno de 500.000 liras sírias (cerca de US$ 10.000) a um membro da família Assad pela minha soltura,” declarou Um Hisam, 50 anos, em entrevista à Agência Anadolu.

Ao recordar das torturas e crueldades desumanas que presenciou durante seu período de detenção em diversos presídios de Aleppo, Damasco, Homs e Idlib, Hisam afirma que sofreu um ataque cardíaco devido à tortura severa sobre seu corpo. Hisam foi acusado de apoiar a oposição militar síria.

“Havia baratas nos pães dados aos prisioneiros. Perdi quase oito quilos em quatro meses,” declarou.

Detido na fronteira

Um Hisam foi forçado a se refugiar na Turquia com sua esposa e filhos, em setembro de 2011, devido à guerra civil na Síria, que teve início somente alguns meses antes de sua fuga.

Ao retornar para a Síria em busca de documentos necessários para matricular seus filhos nas escolas turcas, Hisam foi detido por forças do regime no posto de fronteira de Idlib.

Um ano após sua libertação, voltou à Turquia para viver com sua família.

Crise humanitária na Síria

A Síria está atolada em um conflito devastador desde o início de 2011, quando o regime de Bashar al-Assad reprimiu manifestantes com uma severidade inesperada.

Desde então, centenas de milhares de pessoas foram mortas e mais de dez milhões foram deslocadas, segundo estimativas da ONU. Mulheres e crianças ainda são as principais vítimas do conflito.

Segundo a organização não-governamental Movimento pela Consciência Internacional, mais de 13.500 mulheres foram presas desde o início do conflito na Síria, e mais de 7.000 mulheres ainda permanecem sob detenção, onde são submetidas a torturas, estupros e violência sexual.

O movimento é uma aliança entre indivíduos, organizações e grupos de direitos humanos com o objetivo de assegurar uma ação imediata pela libertação das mulheres e crianças detidas nas prisões do regime sírio.

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