Cerca de 1.000 pessoas foram deslocadas de três vilarejos no estado sudanês de Darfur do Norte em um único dia, em meio à piora da situação de segurança relacionada aos combates entre o Exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido (RSF), informou a Organização Internacional para as Migrações (OIM) neste domingo.
Em comunicado, a agência da ONU afirmou que o deslocamento ocorreu na última quinta-feira, na localidade de Um Baru, afetando moradores dos vilarejos de Korabia, Qurbura e Wadi Arkuri.
A OIM informou que a maioria das famílias deslocadas atravessou a fronteira ocidental do Sudão em direção ao vizinho Chade.
“A situação continua tensa e volátil”, afirmou a organização, acrescentando que continua monitorando os acontecimentos nas áreas afetadas.
O deslocamento mais recente ocorre após novos movimentos populacionais registrados em outras partes de Darfur do Norte no início deste mês.
Em 14 de setembro, a OIM informou que 1.180 pessoas haviam sido deslocadas dos vilarejos de Hilla Salih e Kalkol, na localidade de El Fasher, devido ao agravamento da insegurança.
Darfur continua sendo um dos principais campos de batalha do conflito entre as Forças Armadas do Sudão e as RSF. O grupo paramilitar controla grandes partes da região, enquanto o Exército e forças aliadas mantêm controle ou influência em algumas áreas de Darfur do Norte e Darfur Ocidental.
O Exército sudanês, por sua vez, controla a maior parte dos demais estados do país, incluindo a capital, Cartum, embora os combates e as mudanças nas linhas de frente continuem em várias regiões.
A guerra no Sudão começou em abril de 2023, depois que as tensões entre o Exército e as RSF se transformaram em conflito aberto em meio a divergências sobre a integração planejada da força paramilitar às forças armadas regulares do país.
O conflito matou dezenas de milhares de pessoas e provocou uma das maiores crises de deslocamento do mundo, com cerca de 13 milhões de pessoas forçadas a deixar suas casas, segundo dados citados no relatório.







