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Rabino israelense defende permanência do exército no Líbano e afirma que território libanês pertence a Israel

30 de junho de 2026, às 12h11

Veículos militares e tanques israelenses estão posicionados próximo à fronteira com o Lebanon, no norte de Israel, em 14 de março de 2026. [Tsafrir Abayov – Anadolu Agency]

O rabino israelense Eliyahu Zini pediu que o exército israelense mantenha sua presença no Lebanon, afirmando que o país faz parte da herança histórica de Israel e se opondo a qualquer retirada do território libanês.

Zini fez as declarações durante uma sessão de uma comissão parlamentar na segunda-feira, segundo vídeos divulgados nas redes sociais e o jornal israelense Haaretz.

“Conversei com vários ministros ontem à noite. Perguntei a eles: vocês estão normais? Com base em quê estão abrindo mão da herança dos nossos antepassados? Todo o Líbano nos pertence”, afirmou.

Segundo o Haaretz, Zini é tio do chefe do Shin Bet, David Zini.

As declarações ocorrem em meio ao debate em Israel sobre a implementação do acordo-quadro mediado pelos Estados Unidos entre Israel e o Líbano.

O acordo, assinado na sexta-feira sob mediação americana, prevê uma retirada gradual das forças israelenses do território libanês, começando por duas áreas-piloto, enquanto o exército libanês assume a responsabilidade pela segurança nas áreas desocupadas pelas tropas israelenses.

Israel mantém presença militar em partes do sul do Líbano há anos, com algumas áreas ocupadas há décadas e outras conquistadas durante operações militares posteriores. Na ofensiva mais recente, as forças israelenses avançaram mais de 10 quilômetros em território libanês.

Segundo o Ministério da Saúde libanês, a campanha militar israelense iniciada em 2 de março de 2026 matou 4.247 pessoas, feriu outras 12.195 e deslocou mais de um milhão de moradores.