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Guerra no Líbano acarreta enorme custo político, sem solução militar para os mísseis do Hezbollah, diz mídia israelense

27 de abril de 2026, às 11h05

Pessoas participam de cerimônia fúnebre para membros do Hezbollah que perderam a vida em confrontos com o exército israelense na cidade de Kfar Sir, em Nabatieh, Líbano, em 21 de abril de 2026. [Houssam Shbaro – Agência Anadolu]

A guerra no Líbano acarreta enormes custos políticos para Israel, enquanto não há solução militar para os mísseis do Hezbollah no norte do país, informou o jornal Israel Hayom no sábado, citando um alto funcionário, segundo a Anadolu.

A fonte oficial afirmou que, apesar das críticas ao cessar-fogo com o Hezbollah anunciado no sábado, interromper os combates continua sendo a única maneira de impedir os lançamentos de foguetes e mísseis contra cidades do norte de Israel.

Conforme diz o artigo,  o Gabinete israelense nunca instruiu o exército a eliminar o poderio militar do Hezbollah, observando que o desmantelamento do grupo permanece um objetivo mais amplo, mas não foi definido como algo a ser alcançado exclusivamente por meios militares.

A fonte oficial reconheceu que assassinatos seletivos e outras operações militares podem enfraquecer o Hezbollah, mas não podem impedir completamente os lançamentos de mísseis e foguetes do grupo.

Alcançar esse objetivo militarmente exigiria uma ofensiva muito mais drástica e um aumento maciço de efetivos, o que é atualmente inviável, especialmente porque o exército israelense permanece sobrecarregado em múltiplas frentes e continua convocando reservistas repetidamente.

O artigo afirma que a ameaça de uma incursão terrestre em cidades do norte de Israel foi eliminada, levantando dúvidas sobre se a retomada da ofensiva traria benefícios militares significativos.

A matéria acrescenta que a última rodada de guerra causou graves danos políticos e à reputação de Israel, reforçando sua imagem internacional como um Estado que fomenta guerras.

As tentativas de suspender os acordos mútuos com Israel dentro da União Europeia foram retomadas, enquanto 80% dos senadores democratas votaram na semana passada a favor da suspensão da venda de armas a Israel, segundo o relatório.

“O benefício militar é duvidoso, enquanto os custos políticos são enormes”, afirmou o oficial israelense, de acordo com a reportagem.

Desde 2 de março, os ataques israelenses intensificados contra o Líbano mataram quase 2.500 pessoas e deslocaram mais de 1 milhão, segundo as autoridades libanesas.

Em 17 de abril, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de 10 dias no Líbano entre Israel e o Líbano, prorrogando-o posteriormente por mais três semanas na quinta-feira.