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Irã afirma que ataques EUA-Israel equivalem a genocídio

2 de abril de 2026, às 07h49

Uma sala de aula simbólica foi montada na Praça Vanak em memória dos estudantes que perderam a vida nos ataques realizados em 28 de fevereiro em Minab, província de Hormozgan. Fotografias de alunas da Escola Primária Feminina Shajarat al-Tayyiba foram colocadas nas carteiras, e a frase “Lição de hoje: defesa da pátria” foi escrita no quadro-negro, destacando o impacto e as perdas causadas pelos ataques. A foto foi publicada em Teerã, capital do Irã, em 29 de março de 2026. [Fatemeh Bahrami – Agência Anadolu]

O Irã afirmou na quarta-feira que os ataques dos EUA e de Israel “equivalem a genocídio”, acusando ambos os países de realizarem ataques sistemáticos contra infraestrutura civil, segundo a Anadolu.

Em um comunicado publicado na rede social americana X, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, disse que os ataques fazem parte de um padrão mais amplo de guerra ilegal contra o Irã.

“Este não é um ato isolado de crueldade — faz parte de um padrão sistemático e brutal de guerra ilegal contra o Irã”, afirmou.

Ele acrescentou que mais de 600 escolas e centros educacionais foram alvos deliberados nos últimos 33 dias, citando como exemplos a Escola Shajareh Tayyebeh em Minab e o Ginásio Poliesportivo de Lamerd.

“O termo ‘crime de guerra’ está longe de descrever adequadamente essas atrocidades”, disse Baqaei.

“Dada a retórica explícita de hostilidade contra os iranianos (como nação) expressa por autoridades americanas e israelenses, esses crimes equivalem a genocídio”, acrescentou.

Pelo menos 150 meninas foram mortas em um ataque aéreo contra a Escola Primária Shajareh Tayyebeh, na cidade de Minab, no sul do Irã, em 28 de fevereiro.

No mesmo dia, um míssil americano recém-desenvolvido atingiu instalações civis no sul do Irã, visando um ginásio poliesportivo e uma escola primária adjacente perto de um complexo militar na cidade de Lamerd, de acordo com evidências visuais examinadas pelo New York Times e especialistas em armamentos.

Autoridades locais citadas pela mídia iraniana relataram que pelo menos 21 pessoas morreram no ataque.

Uma análise de vídeos e fotos do local sugere que a arma utilizada foi um míssil de ataque de precisão (PrSM), um míssil balístico de curto alcance desenvolvido pelo Exército dos EUA.

Os EUA e Israel mantêm uma ofensiva aérea contra o Irã desde 28 de fevereiro, tendo matado até o momento mais de 1.340 pessoas, incluindo o então Líder Supremo Ali Khamenei.

O Irã retaliou com ataques de drones e mísseis contra Israel, além da Jordânia, Iraque e países do Golfo que abrigam instalações militares americanas, causando vítimas e danos à infraestrutura, além de perturbar os mercados globais e a aviação.