Bilhões de dólares em equipamentos militares dos Estados Unidos foram danificados ou destruídos desde 28 de fevereiro, para a resposta ao Irã, com mísseis e drones, a uma agressão coordenada entre o Pentágono e Israel.
As informações são do periódico americano The Wall Street Journal, em reportagem desta sexta-feira (27).
Perdas estimadas nas primeiras três semanas de confronto somam entre US$1.4 bilhão e US$2.9 bilhões, notou Elaine McCuster, ex-contadora do Pentágono, conforme pesquisa do American Enterprise Institute, think tank baseado em Washington.
Entre os incidentes citados, três jatos combatentes F-15 foram abatidos por um avião do Kuwait, em 1º de março, em aparente fogo amigo. Em 16 de março, jatos stealth F-35 se viram danificados ao ponto de realizar um pouso forçado.
Uma colisão em pleno ar, entre duas aeronaves de reabastecimento KC-135, nos céus do Iraque, deixou seis tripulantes mortos. Cinco outros KC-135 foram danificados por mísseis iranianos na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita.
Ao menos uma dúzia de drones MQ-9 Reaper foram destruídos, incluindo vários abatidos no ar ou em terra. Disparos de Teerã danificaram ainda aeronaves e sistemas de radar em bases americanas na Arábia Saudita, Catar e Jordânia.
Um incêndio eclodiu no porta-aviões USS Gerald R. Ford, em 12 de março. O navio passa agora por reparos na Baía de Souda, na Grécia, segundo a Marinha americana.
O Pentágono solicitou orçamento adicional de US$200 bilhões, para, em parte, substituir equipamentos danificados.
Até então, confirmou-se treze mortes entre soldados americanos, além de ao menos 290 feridos. Nesta sexta, contudo, seis mísseis balísticos e 29 drones feriram 15 soldados na base saudi-americana de Príncipe Sultan, cinco em “estado grave”.
Príncipe Sultan, a 96 km da capital Riad, é administrada pela Força Aérea Real saudita; no entanto, abriga tropas americanas.
Tensões regionais seguem em alta desde 28 de fevereiro, quando Israel e Estados Unidos lançaram uma agressão ao Irã, com ao menos 1.340 mortos até então. Teerã reagiu com drones e mísseis contra Israel e recursos americanos no Golfo, além de embargo militar à rota comercial estratégica do estreito de Hormuz.







