A organização Amigos de Al-Aqsa (FOA, na sigla usual em inglês) saudou hoje a recente declaração conjunta dos Ministros das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Turquia, Egito, Jordânia, Indonésia, Paquistão, Arábia Saudita e Catar, condenando o fechamento da Mesquita de Al-Aqsa por Israel.
A organização, contudo, ressaltou que, embora essas preocupações sejam importantes, é necessário enfatizar que declarações por si só não são suficientes, dadas as sérias e crescentes ameaças que a Mesquita de Al-Aqsa enfrenta.
Um comunicado emitido pela FOA afirmou: “O fechamento da Mesquita de Al-Aqsa não ocorre isoladamente. Ele acontece em meio ao devastador genocídio em curso em Gaza, à tomada do controle administrativo da Mesquita de Ibrahimi em Al-Khalil (Hebron) e aos apelos cada vez mais abertos de figuras políticas e ideológicas israelenses proeminentes pela destruição das estruturas existentes da Mesquita de Al-Aqsa.”
Acrescentaram: “O que antes era considerado uma aspiração marginal, a reconstrução de um templo judaico no local da Mesquita de Al-Aqsa, agora está se tornando parte integrante do discurso e da ambição política israelense. Esses acontecimentos representam ameaças imediatas e crescentes à Mesquita de Al-Aqsa.”
“A condenação verbal por si só não pode deter novas violações israelenses”, dizia o comunicado. “Israel demonstrou repetidamente que não se deixará conter por declarações. Desconsiderou resoluções das Nações Unidas, decisões da UNESCO, as Convenções de Genebra e princípios fundamentais do direito internacional e humanitário.”
Este é um momento decisivo para a Mesquita de Al-Aqsa, afirmaram os Amigos de Al-Aqsa. Eles instaram os governos da Turquia, Egito, Jordânia, Indonésia, Paquistão, Arábia Saudita e Catar a irem além da condenação e implementarem imediatamente medidas concretas:
Suspender o comércio com Israel;
Retirar os embaixadores; e
Impor sanções diplomáticas e econômicas.
A declaração concluiu alertando que “a história não se lembrará das declarações emitidas neste momento, mas das ações tomadas para defender a Mesquita de Al-Aqsa”.







