A Anistia Internacional alertou que as condições enfrentadas por mulheres e meninas palestinas na Faixa de Gaza representam uma das formas mais graves de discriminação e Violência contra mulheres em meio à guerra em curso e ao colapso dos serviços de saúde.
Em um comunicado, a organização afirmou que os ataques israelenses e a destruição generalizada de infraestrutura afetaram gravemente os sistemas essenciais de saúde, particularmente os serviços relacionados à saúde reprodutiva.
A Anistia Internacional citou as conclusões de uma Comissão de Inquérito das Nações Unidas, que, em março de 2025, concluiu que Israel usou sistematicamente violência sexual, reprodutiva e outras formas de violência de gênero contra palestinos.
A organização afirmou que a destruição de instalações de saúde reprodutiva e as restrições ao acesso a cuidados médicos básicos podem configurar atos de genocídio, de acordo com as conclusões da comissão.
A Anistia Internacional também se referiu a uma avaliação de setembro de 2025 do mesmo órgão da ONU, que afirmou que Israel pode ter cometido atos de genocídio na Faixa de Gaza, inclusive por meio de medidas que poderiam impedir nascimentos.
A organização também mencionou uma avaliação de setembro de 2025 do mesmo órgão da ONU, que afirmou que Israel pode ter cometido atos de genocídio na Faixa de Gaza, inclusive por meio de medidas que poderiam impedir nascimentos. A Anistia Internacional relacionou essas conclusões ao seu próprio relatório de dezembro de 2024, que documentou assassinatos, graves danos físicos e psicológicos e condições de vida impostas aos palestinos que, segundo a organização, visavam destruir a população em Gaza, total ou parcialmente, inclusive por meio de violência relacionada a gênero.
O grupo de direitos humanos afirmou que continua documentando violações juntamente com defensoras dos direitos humanos e organizações feministas, exigindo responsabilização e maior apoio internacional para mulheres e meninas palestinas.
A Anistia Internacional também alertou que a situação reflete uma tendência global mais ampla, que, segundo a organização, está causando retrocessos na igualdade de gênero, incluindo ataques crescentes aos direitos reprodutivos, restrições à defesa feminista e redução do financiamento para organizações de direitos das mulheres em todo o mundo.







