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Juiz dos EUA anula ordem de deportação de estudante da Columbia

22 de fevereiro de 2026, às 09h38

Um estudante da Universidade Columbia, que havia sido detido por agentes de imigração dos EUA por seu ativismo pró-Palestina, participa de sua cerimônia de formatura na Escola de Estudos Gerais, em Nova York, na segunda-feira, 19 de maio de 2025. [Selçuk Acar – Agência Anadolu]

Um juiz federal dos EUA anulou uma ordem de deportação emitida contra um estudante palestino da Universidade Columbia que participou de protestos contra a guerra israelense em Gaza, segundo relatos da mídia americana.

Muhsin Mahdawi, de 34 anos, nasceu em um campo de refugiados palestinos na Cisjordânia ocupada e possui um cartão de residente permanente dos EUA, ou “green card”, desde 2015. Ele foi detido por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em 14 de abril, enquanto participava de uma entrevista para cidadania.

Embora tenha sido libertado no final de abril após uma ordem judicial, o processo de deportação permaneceu em andamento.

A juíza Nina Frois encerrou o caso, citando um erro processual cometido pelos advogados do governo. Os detalhes da decisão foram divulgados na terça-feira pela equipe jurídica de Mahdawi.

O governo Trump mantém o direito de recorrer da decisão. A CBS News descreveu a decisão como um revés para os esforços mais amplos do governo federal de deportar ativistas pró-Palestina em campi universitários e outras pessoas que criticaram Israel.

Mahdawi cofundou um grupo de estudantes palestinos na Universidade Columbia com Mahmoud Khalil, uma figura proeminente no movimento estudantil pró-Palestina nos Estados Unidos.

Em um comunicado divulgado por seus advogados, Mahdawi comemorou a decisão e elogiou o compromisso do tribunal com o devido processo legal e o Estado de Direito. Ele descreveu a decisão como “um passo importante para defender o que o medo busca destruir: o direito à liberdade de expressão pela paz e justiça”.