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 Índia e nações árabes pedem um Estado palestino independente e “paz duradoura” no Oriente Médio

2 de fevereiro de 2026, às 17h39

Bandeiras palestinas são vistas no bairro de Tuffah, enquanto famílias palestinas vivem em tendas com medo devido ao destacamento do exército israelense perto da área na Cidade de Gaza, Gaza, em 26 de janeiro de 2026. [Khames Alrefi/ Agência Anadolu]

A Índia e as nações árabes pediram um “Estado palestino soberano, independente e viável” e reafirmaram seu compromisso de “alcançar uma paz justa, abrangente e duradoura no Oriente Médio, de acordo com o direito internacional e as resoluções relevantes da ONU”, relata a Anadolu. Uma declaração foi emitida na noite de sábado após a 2ª reunião de ministros das Relações Exteriores da Índia e de países árabes, realizada na capital Nova Déli, copresidida pela Índia e pelos Emirados Árabes Unidos.

Altos diplomatas de nações árabes, bem como o secretário-geral da Liga Árabe, participaram da reunião, realizada após um hiato de 10 anos.

Apelidada de “Declaração de Déli”, a declaração afirma: “Ambas as partes reafirmaram seu compromisso em alcançar uma paz justa, abrangente e duradoura no Oriente Médio, de acordo com o direito internacional, as resoluções relevantes da ONU e a Iniciativa de Paz Árabe.

Elas defenderam um Estado palestino soberano, independente e viável, baseado nas fronteiras de 1967, vivendo lado a lado em paz com Israel. Ambas as partes apoiaram o exercício dos direitos inalienáveis ​​do povo palestino.”

“Elas defenderam um Estado palestino soberano, independente e viável, baseado nas fronteiras de 1967, vivendo lado a lado em paz com Israel. Ambas as partes apoiaram o exercício dos direitos inalienáveis ​​do povo palestino.” As duas partes saudaram os resultados da Cúpula de Paz de Sharm El-Sheikh de 2025, que culminou na assinatura de um acordo de cessar-fogo em Gaza.

“…exortaram todas as partes envolvidas a cumprirem integralmente a implementação do acordo e tomaram nota do lançamento do plano árabe-islâmico para o socorro, a recuperação e a reconstrução na Faixa de Gaza”, segundo a declaração.

Acrescentou: “Ressaltaram ainda a necessidade de assegurar o acesso adequado, contínuo e desimpedido à assistência humanitária e de socorro em toda a Faixa, garantindo a continuidade das operações das agências de ajuda humanitária e das organizações internacionais e humanitárias…”

O acordo de paz em Gaza pôs fim a uma guerra israelense de dois anos que matou quase 71.800 palestinos e feriu mais de 171.400. O conflito destruiu cerca de 90% da infraestrutura civil em Gaza, com estimativas da ONU apontando custos de reconstrução em cerca de US$ 70 bilhões.

Ambas as partes também saudaram o robusto comércio entre a Índia e os estados árabes, que ultrapassa US$ 240 bilhões, e “incentivaram medidas para fortalecê-lo ainda mais”.