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‘Conselho de Paz’ de Trump identifica 26 países fundadores

29 de janeiro de 2026, às 13h52

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa no lançamento de seu Conselho de Paz, em Davos, na Suíça, em 22 de janeiro de 2026 [Harun Özalp/Agência Anadolu]

O chamado “Conselho de Paz”, iniciativa colonial do presidente americano Donald Trump, instituído na quarta-feira passada (21), identificou 26 países como membros fundadores, segundo reportagem da agência Anadolu.

Uma semana após Trump apresentar o projeto, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o novo órgão, voltado a contornar a Organização das Nações Unidas em disputas internacionais, abriu uma conta oficial na rede social X (Twitter).

Membros fundadores incluem, além de Washington: Arábia Saudita, Argentina, Armênia, Azerbaijão, Albânia, Bahrein, Belarus, Bulgária, Camboja, Catar, Cazaquistão, El Salvador, Egito, Emirados Árabes Unidos, Hungria, Indonésia, Jordânia, Kosovo, Kuwait, Mongólia, Marrocos, Paquistão, Paraguai, Turquia, Uzbequistão e Vietnã.

A lista vai do Oriente Médio a Ásia, Europa, América Latina e Cáucaso, sobretudo aliados ideológicos da gestão trumpista; no entanto, carece de lideranças regionais, com exceção da capitulação dos regimes árabes.

Ausências notáveis são França, Alemanha e Reino Unido, que repudiam a persistência de Trump em anexar a Groenlândia, território da Dinamarca — membro da União Europeia — entre o Ártico e Atlântico. Disputas persistem também na política tarifária.

A Ucrânia questionou como participar do órgão ao lado de seus adversários em conflito, Rússia e Belarus. O governo bielorrusso aceitou o convite, mas Moscou seguiu excluída, muito embora o presidente Vladimir Putin tenha prometido US$1 bilhão ao orçamento, de recursos russos congelados pelo antecessor de Trump, Joe Biden.

Trump rescindiu ainda o convite ao Canadá, ao citar o discurso do primeiro-ministro Mark Carney em Davos, no qual alertou contra a coação econômica de grandes potências.

Trump confirmou a criação do “Conselho de Paz” — ao qual se autonomeou presidente — em 15 de janeiro, como parte da segunda fase do cessar-fogo em Gaza, apesar de a etapa inaugural seguir marcada por violações de Israel.

Em novembro de 2025, o Conselho de Segurança da ONU autorizou a medida.

O órgão foi concebido originalmente para foco em Gaza, mas sua carta fundadora amplia seu mandato a quaisquer áreas em conflito, ao conferir poderes abrangentes e pessoais a Trump. Detalhes permanecem opacos.

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