A maior parte da equipe de segurança do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi morta durante os ataques de sábado (3) dos Estados Unidos, confirmou Vladimir Padrino, ministro da Defesa do país sul-americano.
As informações são da agência de notícias Anadolu.
Em discurso televisionado, Padrino acusou as forças americanas que conduziram a ação de “assassinar a sangue-frio grande parte da guarda [presidencial], bem como soldados e cidadãos inocentes”.
Padrino não deu detalhes sobre o número de vítimas, estimadas, contudo, em 40 mortes, segundo reportagem do New York Times.
O ministro e general, ainda incumbente, insistiu em descrever Maduro, sequestrado junto da primeira-dama e transportado a Nova York, como “líder legítimo” do país.
Seus comentários sucederam em um dia a operação militar dos Estados Unidos contra a capital Caracas e outros alvos venezuelanos, sob falsa bandeira de combate ao tráfico de drogas. Trump não tardou em prometer controle americano no país, especialmente sobre sua infraestrutura de petróleo.
Padrino reivindicou também “rápida soltura” de Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
“Conclamamos o mundo a prestar bastante atenção a tudo que está acontecendo contra a Venezuela, contra sua soberania e sua Constituição”, acrescentou.
Após a prisão de Maduro — ilegal sob a lei internacional —, a Suprema Corte venezuelana instruiu sua vice, Delcy Rodriguez, a assumir “imediatamente” a presidência.







