Professores de quatro universidades israelenses anunciaram neste domingo (23) uma greve em protesto ao projeto de reforma judicial proposto pelo governo de ultradireita do premiê Benjamin Netanyahu, segundo informações do site de notícias Walla.
A Universidade de Tel Aviv, a Universidade Hebraica de Jerusalém, a Universidade Technion e a Universidade Ben-Gurion se juntaram às manifestações de massa, que tomam o país há 29 semanas, com centenas de milhares de pessoas nas ruas.
A oposição adverte para um “golpe de Estado” e o advento de uma “ditadura” em Israel. Há preocupações sobre a imagem da democracia do regime ocupante – contudo, com pouca ou nenhuma consideração ao apartheid imposto aos palestinos nativos.
O parlamento israelense (Knesset) deve votar a segunda e terceira leitura da chamada lei de razoabilidade que configura parte da reforma. Caso ratificada, o texto removerá das cortes a capacidade de analisar a constitucionalidade de decisões políticas.
O governo deseja concluir a votação antes do recesso de verão do Knesset, no fim de julho. Todavia, o impasse continua.
LEIA: Dezenas de milhares tomam as ruas em Israel em apoio à reforma judicial
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