Os Emirados Árabes Unidos (EAU) confirmaram nesta quinta-feira (30) que crianças de mães emiradenses residentes no país receberão os mesmos serviços de ensino e saúde que outros cidadãos, reportou a agência estatal WAM.
O decreto foi assinado pelo presidente Mohamed bin Zayed al-Nahyan. O Ministério de Assuntos Executivos deve conceder o apoio necessário a agências locais e federais para implementar a diretiva.
Até então, filhos de mães emiradenses e pais estrangeiros só poderiam pedir cidadania após a maioridade, conforme decreto de 2011. Antes disso, a cidadania era herdada apenas pelo lado paterno.
Em 2021, pedidos de cidadania foram abertos a estrangeiros, de modo que alguns imigrantes poderiam obter direitos que crianças de mães emiradenses não teriam acesso.
A emissão de passaportes a poucos privilegiados marcou uma mudança na postura emiradense sobre cidadãos estrangeiros, que representam quase 90% da população do país.
Ao invés de encorajar sua saída, imigrantes ricos podem agora criar raízes nos Emirados, desde que aprimorem o consumo doméstico e favoreçam o mercado imobiliário.
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