Advogados pela Palestina no Chile pedem investigação sobre embaixador do país em Israel

3 horas ago

Warning: foreach() argument must be of type array|object, null given in /www/wwwroot/monitordooriente.com/wp-content/plugins/amp/includes/templates/class-amp-post-template.php on line 236
Martelo de juiz em um tribunal. [wp paarz/Flickr]

A organização Advogados pela Palestina, no Chile, divulgou um comunicado à imprensa confirmando que apresentou uma petição formal à Controladoria-Geral da República. O pedido solicita uma investigação sobre o embaixador do Chile em Israel, Gabriel Zaliasnik, por causa de uma entrevista transmitida em 26 de agosto pelo programa americano “Defending Israel”, do Jewish Broadcasting Service (JBS).

Apresentado como embaixador do Chile, Zaliasnik acusou a comunidade palestina do país de manipular seus números: “Eles brincam com os números porque isso é política”. Na mesma entrevista, admitiu que, em relação à quantidade, “só podemos especular”. Questionado apenas sobre o tamanho da comunidade, ele passou a falar sobre a suposta “radicalização” de “alguns pequenos setores”, sem identificar qualquer pessoa, organização ou acontecimento.

Toda a entrevista foi realizada diante de um mapa que mostrava a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Gaza como parte de Israel. O embaixador não fez nenhuma objeção ao mapa, embora o Chile reconheça o Estado da Palestina desde 2011. Ele permaneceu em silêncio justamente em uma situação na qual deveria representar a posição do Chile.

O comunicado afirma que, segundo a legislação chilena, o Estatuto Administrativo proíbe todos os funcionários públicos de praticar discriminação arbitrária, conforme definido pela Lei nº 20.609. Essa legislação protege, entre outros aspectos, a etnia, a nacionalidade e a opinião política.

A declaração dos Advogados pela Palestina lembrou que, em 2025, o Ministério das Relações Exteriores encerrou a missão da embaixadora do Chile na Nova Zelândia em razão de declarações públicas feitas por ela. Diante desse precedente, a petição solicita que os mesmos critérios sejam aplicados a Zaliasnik.

Por sua vez, o embaixador manifestou, até o momento, pesar por ter utilizado termos que “podem ser ofensivos”. Embora o governo tenha reconhecido que o embaixador “cometeu um erro”, nenhum procedimento disciplinar foi aberto até agora.

Os Advogados pela Palestina pedem à Controladoria-Geral que:

“Isso não diz respeito às crenças do embaixador, mas ao uso do cargo que ocupa. Se tudo terminar apenas com uma advertência, a mensagem transmitida a todo o serviço diplomático será a de que a probidade e a honra dos cidadãos chilenos são negociáveis. Não são”, afirmou Paula Abugattas Nazal, advogada dos Advogados pela Palestina.

Sair da versão mobile