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Quase 147 mil iemenitas foram deslocados em setembro em meio à escalada dos combates, diz governo

21 de setembro de 2026, às 06h02

Famílias deslocadas que fugiram de suas casas na região de Kadha, na província de Taiz, no oeste do Iêmen, devido aos confrontos entre forças ligadas ao governo iemenita e forças houthis apoiadas pelo Irã, enfrentam dificuldades para sobreviver em acampamentos temporários onde itens básicos são escassos, em Al-Maafer, Taiz, Iêmen, em 16 de setembro de 2026. [Marwan Abdullah Yahya Saeed Al-shabi – Anadolu Agency]

Um órgão governamental iemenita informou neste domingo que quase 147 mil pessoas foram deslocadas neste mês em meio à escalada militar em curso no país devastado pela guerra, segundo a Anadolu.

A Unidade Executiva para a Gestão de Acampamentos de Deslocados registrou o deslocamento de 21.583 famílias, totalizando 146.943 pessoas, entre 1º e 18 de setembro, devido à deterioração das condições de segurança.

Segundo o órgão, os deslocamentos foram registrados em oito províncias: Taiz e Lahj, no sudoeste; Aden, Abyan e Shabwa, no sul; Al-Hudaydah, no oeste; e Hadramout e Al Mahrah, no leste.

De acordo com o relatório, Taiz recebeu o maior número de deslocados, com 11.534 famílias, totalizando 80.792 pessoas, distribuídas por 15 distritos. Lahj ficou em segundo lugar, recebendo 5.472 famílias, totalizando 38.304 pessoas, em nove distritos.

O órgão governamental também registrou a chegada de 1.622 famílias, totalizando 7.162 pessoas, a Aden, a maioria das quais foi acolhida por famílias locais em vários distritos.

Informou ainda que 1.471 famílias, totalizando 10.297 pessoas, foram deslocadas para os distritos de Hays e Al Khawkhah, em Al-Hudaydah, enquanto outras 1.278 famílias, totalizando 8.946 pessoas, chegaram a Abyan.

O órgão também registrou 110 famílias deslocadas em Hadramout, 70 em Al Mahrah e 26 em Shabwa.

A unidade pediu a organizações internacionais e locais que forneçam “assistência urgente e vital” às pessoas deslocadas, alertando que atrasos na resposta poderiam “agravar a crise e aumentar a pressão sobre as comunidades anfitriãs”.

O aumento dos deslocamentos ocorre em meio a uma ampla escalada militar ao longo da costa oeste do Iêmen e em áreas da província de Taiz, onde os houthis avançaram e assumiram o controle de posições anteriormente ocupadas pelas forças governamentais.

Os combates foram retomados em várias frentes em Taiz, Marib e Al Jawf, no norte, e Al Bayda, no centro do Iêmen, em meio a uma escalada militar iniciada no começo de julho, a pior desde a trégua mediada pela ONU em abril de 2022.

Os combates se intensificaram em setembro, com os houthis assumindo o controle de várias posições estratégicas nas províncias de Al-Hudaydah e Taiz, incluindo a cidade estratégica de Mokha, avançando até a ilha de Mayun, no estreito de Bab al-Mandab.

O Iêmen está em guerra desde que os houthis tomaram a capital, Sanaa, e várias províncias em setembro de 2014, antes que uma coalizão liderada pela Arábia Saudita interviesse, em março de 2015, em apoio ao governo iemenita internacionalmente reconhecido.