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OIM afirma que 1.000 pessoas foram deslocadas no norte de Darfur com deterioração da segurança

21 de setembro de 2026, às 06h01

Mulheres sudanesas deslocadas carregam seus pertences enquanto caminham em direção a um campo próximo à cidade de Tawila, em Darfur do Norte, em 11 de fevereiro de 2025 [MARWAN MOHAMED/AFP via Getty Images]

Cerca de 1.000 pessoas foram deslocadas de três vilarejos no estado sudanês de Darfur do Norte em um único dia, em meio à piora da situação de segurança relacionada aos combates entre o Exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido (RSF), informou a Organização Internacional para as Migrações (OIM) neste domingo.

Em comunicado, a agência da ONU afirmou que o deslocamento ocorreu na última quinta-feira, na localidade de Um Baru, afetando moradores dos vilarejos de Korabia, Qurbura e Wadi Arkuri.

A OIM informou que a maioria das famílias deslocadas atravessou a fronteira ocidental do Sudão em direção ao vizinho Chade.

“A situação continua tensa e volátil”, afirmou a organização, acrescentando que continua monitorando os acontecimentos nas áreas afetadas.

O deslocamento mais recente ocorre após novos movimentos populacionais registrados em outras partes de Darfur do Norte no início deste mês.

Em 14 de setembro, a OIM informou que 1.180 pessoas haviam sido deslocadas dos vilarejos de Hilla Salih e Kalkol, na localidade de El Fasher, devido ao agravamento da insegurança.

Darfur continua sendo um dos principais campos de batalha do conflito entre as Forças Armadas do Sudão e as RSF. O grupo paramilitar controla grandes partes da região, enquanto o Exército e forças aliadas mantêm controle ou influência em algumas áreas de Darfur do Norte e Darfur Ocidental.

O Exército sudanês, por sua vez, controla a maior parte dos demais estados do país, incluindo a capital, Cartum, embora os combates e as mudanças nas linhas de frente continuem em várias regiões.

A guerra no Sudão começou em abril de 2023, depois que as tensões entre o Exército e as RSF se transformaram em conflito aberto em meio a divergências sobre a integração planejada da força paramilitar às forças armadas regulares do país.

O conflito matou dezenas de milhares de pessoas e provocou uma das maiores crises de deslocamento do mundo, com cerca de 13 milhões de pessoas forçadas a deixar suas casas, segundo dados citados no relatório.