Quase 1.400 médicos deixaram Israel por períodos de pelo menos um ano entre 2023 e 2025, quase o dobro do número registrado durante o período de três anos correspondente uma década antes, segundo um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Tel Aviv.
O estudo, baseado em dados do Escritório Central de Estatísticas de Israel e divulgado pelo Ynet no domingo, constatou que 1.369 médicos deixaram o país entre 2023 e 2025, em comparação com 705 entre 2013 e 2015 — um aumento de aproximadamente 94%.
Segundo os dados, 419 médicos deixaram Israel em 2023, número que subiu para 530 em 2024, o maior registro anual durante o período analisado. Estima-se que 420 médicos tenham deixado o país em 2025, embora os pesquisadores tenham observado que esse número ainda seja preliminar.
O estudo também identificou um aumento na proporção de médicos mais experientes que deixam o país.
Médicos com 45 anos ou mais representaram aproximadamente 20% daqueles que deixaram Israel entre 2023 e 2025, em comparação com 14% durante o período correspondente uma década antes.
Em números absolutos, a quantidade de médicos com 45 anos ou mais que deixaram o país aumentou de cerca de 100 entre 2013 e 2015 para aproximadamente 270 entre 2023 e 2025, quase triplicando ao longo da década.
Os pesquisadores destacaram as possíveis implicações para a força de trabalho da área da saúde em Israel, uma vez que médicos experientes geralmente exigem tempo e recursos consideráveis para serem substituídos.
Para efeito de comparação, o número total de médicos que deixaram o país no período mais recente de três anos supera a quantidade de médicos empregados em alguns dos principais hospitais de Israel, segundo dados citados no relatório.







