ONU condena decisão de Trump de classificar Palestine Action como grupo terrorista

1 hora ago

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Ativistas pró-Palestina realizam um protesto de solidariedade em frente aos Tribunais Reais de Justiça, enquanto Huda Ammori, cofundadora do Palestine Action, leva a ministra do Interior à Alta Corte para contestar a classificação do grupo como organização terrorista, em Londres, Reino Unido, em 4 de julho de 2025. [İlyas Tayfun Salcı – Anadolu Agency]

O Escritório de Direitos Humanos da ONU afirmou nesta quinta-feira que a decisão do governo de Donald Trump de classificar o Palestine Action como organização terrorista impõe restrições desproporcionais e desnecessárias à liberdade de expressão.

O escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, afirmou que a designação “parece ser uma restrição desproporcional e desnecessária” aos direitos à liberdade de expressão, reunião e associação pacíficas, além do direito de participação nos assuntos públicos.

O órgão acrescentou que a ampliação do uso do termo “terrorismo” tem um impacto negativo sobre o espaço cívico.

Washington classificou o Palestine Action como organização terrorista na quarta-feira, afirmando que a medida faz parte dos esforços do presidente dos EUA, Donald Trump, para pressionar grupos de esquerda como parte de sua campanha contra o terrorismo. O Ministério das Relações Exteriores de Israel apoiou a decisão.

O Reino Unido já havia proibido o Palestine Action como organização terrorista, uma medida também condenada pelo escritório de Türk, enquanto os tribunais britânicos ainda devem decidir sobre sua legalidade.

O grupo tem como alvo empresas de defesa ligadas a Israel, incluindo a Elbit Systems, e foi proibido depois que ativistas danificaram duas aeronaves militares da Força Aérea Real britânica na base de Brize Norton, em junho de 2025.

A proibição provocou protestos no Reino Unido, nos quais cerca de 3 mil pessoas foram presas.

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