França bane ministro israelense Ben Gvir por agressão a ativistas da flotilha

2 horas ago

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O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, de extrema-direita, foi filmado zombando de ativistas detidos da flotilha de Gaza. [Captura de tela/X@itamarbengvir]

A França baniu a entrada em seus territórios do ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, por suas “ações inaceitáveis” contra ativistas sequestrados da flotilha a Gaza, confirmou o chanceler francês Jean-Noel Barrot.

As informações são da agência de notícias Anadolu.

Barrot reportou neste sábado (23) que a medida sucede incidentes envolvendo cidadãos franceses e europeus que participavam da Flotilha Global Sumud.

“A França não pode tolerar que cidadãos franceses sejam ameaçados, intimidados ou brutalizados”, declarou, “sobretudo por um ministro de governo”.

“Como meu colega italiano, solicito à União Europeia que imponha sanções a Ben Gvir”, acrescentou, em alusão ao apelo de Antonio Tajani a Kaja Kallas, chefe de política externa europeia, para pautar a matéria na cúpula de chanceleres na próxima semana.

De sua parte, o premiê irlandês Micheal Martin escreveu a António Costa, presidente do Conselho Europeu, para requerer discussões formais na próxima cúpula do bloco sobre o tratamento de Israel a cidadãos dos países-membros a bordo da flotilha.

As ações seguem a circulação de vídeos em que Ben Gvir — aliado chave na coalizão do primeiro-ministro e foragido internacional Benjamin Netanyahu — andando, sob escolta, entre ativistas ajoelhados, algemados com as mãos atrás das costas.

Nas imagens, Ben Gvir ostenta uma bandeira israelense, insulta e agride os ativistas.

Os registros corroboram denúncias de tortura — incluindo posições de estresse, agressão física e psicológica — e mesmo agressão sexual contra ativistas da flotilha, sequestrados ilegalmente por comandos israelenses em águas internacionais.

A flotilha humanitária, com 428 pessoas de 44 países, partiu da Turquia, com objetivo de romper o cerco israelense a Gaza, em vigor desde 2007, agravado pelo genocídio aplicado por Israel desde outubro de 2023.

Gaza permanece sob catástrofe de fome, mediante destruição massiva da infraestrutura civil, com mais de 72 mil mortos, 170 mil feridos, dez mil desaparecidos sob destroços e dois milhões de desabrigados, sobretudo crianças e mulheres.

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