Especialistas da ONU denunciam Israel por sequestro de Ávila e Saif

19 minutos ago

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Thiago Ávila, ativista brasileiro da Flotilha Global Sumud, pelo fim do cerco a Gaza, atende a audiência em um tribunal da ocupação israelense, em Ashkelon, em 5 de maio de 2026 [Stringer/Agência Anadolu]

Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) se somaram nesta sexta-feira (8) aos apelos pelo retorno dos ativistas Thiago Ávila, brasileiro, e Saif Abu Keshek, hispano-palestino, sequestrados por Israel em um ato de pirataria contra embarcações da Flotilha Global Sumud, com missão de romper o cerco a Gaza.

As informações são da agência de notícias Anadolu.

Em comunicado, os especialistas notaram “grave preocupação” pela apreensão ilegal de 22 barcos civis, bem como captura de 180 pessoas, em águas internacionais, a cerca de 500 milhas náuticas da costa sob controle de Israel, em 29 de abril.

“O ataque contra uma flotilha civil engajada em uma missão estritamente humanitária, a fim de entregar bens que salvam vidas ao povo palestino, é mais uma prova de que Israel segue determinado em manter sua política genocida, de sufocar a população de Gaza por quaisquer meios necessários”, declarou a nota.

Os peritos denunciaram o ataque como “violação flagrante da lei internacional”, incluindo a Convenção das Nações Unidas sobre as Leis do Mar. Ademais, criticaram autoridades gregas por ignorarem chamados de socorro dos ativistas, apesar de sua jurisdição sobre a área, de modo a assentir com a ingerência israelense.

O alerta ressaltou ainda relatos de maus-tratos cometidos contra ativistas libertados em Creta, ao registrar que “ao menos 25 indivíduos denunciaram assédio e mesmo violência sexual, equivalente a crime de tortura e tratamento desumano e degradante”.

Ávila e Saif, no entanto, foram transferidos ao sistema carcerário de Israel, onde lançaram greve de fome contra as condições impostas.

“Sob a Quarta Convenção de Genebra”, concluíram os especialistas, “Israel deve permitir e facilitar a entrega de ajuda humanitária aos residentes de Gaza”.

Segundo os peritos, as forças ocupantes, apesar de suposto cessar-fogo, mantém cerco e ataques, que incorrem, na prática, no uso da fome como arma de guerra, em violação das leis e parâmetros internacionais.

Os especialistas instaram todos os Estados relevantes a assumirem medidas necessárias contra o genocídio e pela entrega de bens essenciais à população de Gaza.

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