A primeira rodada de negociações entre Irã e Estados Unidos teve início neste sábado (11) em Islamabad, capital do Paquistão, com objetivo declarado de instaurar um cessar-fogo permanente após uma trégua de duas semanas entre as partes em conflito.
As informações são da agência de notícias Anadolu.
Ambas as delegações realizaram reuniões paralelas junto a oficiais paquistaneses em um hotel cinco-estrelas na capital, no intuito de “esboçar um caminho” antes de negociações diretas, reportaram fontes próximas à iniciativa paquistanesa.
“Não podemos dizer, por ora, quando as delegações se sentarão face a face”, indicou um oficial. “No momento, realizam trocas com autoridades paquistanesas”.
As “conversas de Islamabad” começaram logo após encontros à parte de Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão, com delegações americanas e iranianas. Trata-se de uma das mais proeminentes negociações de cúpula entre Washington e Teerã desde 1979.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, lidera o lado americano, que abrange os emissários especiais trumpistas Steve Witkoff e Jared Kushner.
O presidente do parlamento iraniano Bagher Qalibaf comanda a equipe persa, que inclui ainda o ministro de Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e o vice-presidente do Conselho Nacional de Segurança, Ali Bagheri Kani, entre outros.
O chanceler paquistanês Ishaq Dar representa seu país, como parte mediadora, assistido pelo chefe do exército, general Asim Munir, e pelo ministro do Interior, Mohsin Naqvi.
Os Estados Unidos voltaram a atacar o Irã em 28 de fevereiro, com apoio de Israel, tendo como retaliação disparos iranianos a Tel Aviv e aliados do Golfo, bem como o fechamento do Estreito de Hormuz, rota fundamental ao comércio de petróleo.
Nesta semana, após um novo ultimato do presidente americano Donald Trump, contudo, decidiu-se por uma trégua, ao reaver caminho a negociações mediadas pelo Paquistão, previamente propostas em parceria com Pequim.
Israel, no entanto, sugeriu manter a ofensiva, incluindo ao intensificar os bombardeios ao Líbano, para além de investida continuada na Palestina ocupada.







