Kerry recorda reiterada pressão de Netanyahu para atacar o Irã; Trump assentiu

1 hora ago

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Ex-secretário de Estado dos EUA, John Kerry, em Paris, em 8 de junho de 2024 [Mustafa Yalçin/Agência Anadolu]

John Kerry, ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, recordou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pressionou sucessivas gestões americanas para atacar o Irã, à medida que três governos diferentes declinaram.

As informações são da agência de notícias Anadolu.

Em entrevista ao programa The Briefing com Jen Psaki nesta sexta-feira (10), Kerry reiterou ter participado de diversas discussões com Netanyahu: “Ele queria que atacássemos. O presidente Barack Obama recusou. O presidente Joe Biden recusou. O presidente George W. Bush recusou. O único que concordou, obviamente, foi Donald Trump”.

Ao citar reportagens recentes, Kerry observou que Netanyahu propôs um plano detalhado para a investida, ao descrevê-lo como “um pitch de quatro pontos”. O plano incluía “matar a liderança”, “incitar a mudança do regime” e “destruir o exército”.

Segundo o ex-chanceler, Netanyahu repetiu seus argumentos em diferentes reuniões com oficiais de alto escalão, em que perspectivas distintas foram apresentadas.

Kerry foi secretário de Estado de Obama, de 2013 a 2017.

Em 28 de fevereiro, Israel e Estados Unidos lançaram sua guerra contra o Irã, incluindo o assassinato sumário do Supremo Líder Ali Khamenei, prontamente substituído, portanto, sem êxito em alterar o regime.

Teerã respondeu com drones e mísseis a Israel e recursos americanos na Jordânia, Iraque e países do Golfo, bem como o fechamento do Estreito de Hormuz, rota fundamental ao comércio internacional de petróleo.

Nesta semana, após um ultimato de Trump, o Paquistão, assessorado por China, Turquia, Arábia Saudita e Egito, assegurou uma trégua de duas semanas entre as partes, para abrir caminho a negociações diretas.

Israel, no entanto, intensificou seus ataques ao Líbano, em ameaça clara aos esforços de cessar-fogo.

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