John Kerry, ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, recordou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pressionou sucessivas gestões americanas para atacar o Irã, à medida que três governos diferentes declinaram.
As informações são da agência de notícias Anadolu.
Em entrevista ao programa The Briefing com Jen Psaki nesta sexta-feira (10), Kerry reiterou ter participado de diversas discussões com Netanyahu: “Ele queria que atacássemos. O presidente Barack Obama recusou. O presidente Joe Biden recusou. O presidente George W. Bush recusou. O único que concordou, obviamente, foi Donald Trump”.
Ao citar reportagens recentes, Kerry observou que Netanyahu propôs um plano detalhado para a investida, ao descrevê-lo como “um pitch de quatro pontos”. O plano incluía “matar a liderança”, “incitar a mudança do regime” e “destruir o exército”.
Segundo o ex-chanceler, Netanyahu repetiu seus argumentos em diferentes reuniões com oficiais de alto escalão, em que perspectivas distintas foram apresentadas.
Kerry foi secretário de Estado de Obama, de 2013 a 2017.
Em 28 de fevereiro, Israel e Estados Unidos lançaram sua guerra contra o Irã, incluindo o assassinato sumário do Supremo Líder Ali Khamenei, prontamente substituído, portanto, sem êxito em alterar o regime.
Teerã respondeu com drones e mísseis a Israel e recursos americanos na Jordânia, Iraque e países do Golfo, bem como o fechamento do Estreito de Hormuz, rota fundamental ao comércio internacional de petróleo.
Nesta semana, após um ultimato de Trump, o Paquistão, assessorado por China, Turquia, Arábia Saudita e Egito, assegurou uma trégua de duas semanas entre as partes, para abrir caminho a negociações diretas.
Israel, no entanto, intensificou seus ataques ao Líbano, em ameaça clara aos esforços de cessar-fogo.






