Centro palestino alerta para “assassinato legalizado” sob lei de execução de prisioneiros

6 minutos ago

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Um grupo se reúne em frente ao prédio da Cruz Vermelha para demonstrar apoio aos detentos palestinos mantidos em prisões israelenses, em Ramallah, Cisjordânia, Palestina, em 7 de abril de 2026. [Issam Rimawi - Agência Anadolu]

O Centro Palestino para a Defesa dos Prisioneiros alertou que declarações recentes de Itamar Ben-Gvir revelam uma “intenção premeditada” da ocupação israelense de expandir O assassinato de prisioneiros palestinos sob pretexto legal.

Em um comunicado divulgado na terça-feira, o centro afirmou que a declaração de Ben-Gvir de que a lei de execução se aplica a uma grande proporção de prisioneiros — estimada em cerca de 80%, particularmente da Cisjordânia — indica uma clara tendência de ampliar o escopo da lei, em vez de limitá-lo.

O centro também apontou para comentários referentes à inclusão dos chamados “elementos de elite”, argumentando que tais classificações estão sendo usadas para justificar uma aplicação mais ampla da lei.

De acordo com o comunicado, as autoridades de ocupação israelenses continuam a classificar um número significativo de detentos da Faixa de Gaza — estimado em cerca de 1.450 prisioneiros — nessa categoria, no que o centro descreveu como um esforço para criar bases legais para a aplicação da lei a eles.

A organização afirmou que esses acontecimentos contradizem alegações anteriores de que a lei teria um escopo limitado, afirmando, em vez disso, que ela está sendo usada como ferramenta para a perseguição sistemática dentro das prisões.

Acrescentou ainda que o que está sendo implementado “não é legislação legal no sentido tradicional”, mas sim uma estrutura destinada a legalizar o assassinato, dentro do que descreveu como uma política mais ampla que visa a eliminação física de prisioneiros.

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