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Centro palestino alerta para “assassinato legalizado” sob lei de execução de prisioneiros

9 de abril de 2026, às 01h48

Um grupo se reúne em frente ao prédio da Cruz Vermelha para demonstrar apoio aos detentos palestinos mantidos em prisões israelenses, em Ramallah, Cisjordânia, Palestina, em 7 de abril de 2026. [Issam Rimawi – Agência Anadolu]

O Centro Palestino para a Defesa dos Prisioneiros alertou que declarações recentes de Itamar Ben-Gvir revelam uma “intenção premeditada” da ocupação israelense de expandir O assassinato de prisioneiros palestinos sob pretexto legal.

Em um comunicado divulgado na terça-feira, o centro afirmou que a declaração de Ben-Gvir de que a lei de execução se aplica a uma grande proporção de prisioneiros — estimada em cerca de 80%, particularmente da Cisjordânia — indica uma clara tendência de ampliar o escopo da lei, em vez de limitá-lo.

O centro também apontou para comentários referentes à inclusão dos chamados “elementos de elite”, argumentando que tais classificações estão sendo usadas para justificar uma aplicação mais ampla da lei.

De acordo com o comunicado, as autoridades de ocupação israelenses continuam a classificar um número significativo de detentos da Faixa de Gaza — estimado em cerca de 1.450 prisioneiros — nessa categoria, no que o centro descreveu como um esforço para criar bases legais para a aplicação da lei a eles.

A organização afirmou que esses acontecimentos contradizem alegações anteriores de que a lei teria um escopo limitado, afirmando, em vez disso, que ela está sendo usada como ferramenta para a perseguição sistemática dentro das prisões.

Acrescentou ainda que o que está sendo implementado “não é legislação legal no sentido tradicional”, mas sim uma estrutura destinada a legalizar o assassinato, dentro do que descreveu como uma política mais ampla que visa a eliminação física de prisioneiros.