“O governo israelense é o principal responsável por esta guerra ilegal, que não só transformou nossa região em uma zona de conflito, como também impôs um fardo econômico a toda a humanidade”, disse o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan,, em discurso durante reunião do grupo parlamentar de seu partido, o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), na capital Ancara.
“Não se deve esquecer que cada gota de sangue derramada nesta guerra prolongará a sobrevivência política de (Benjamin) Netanyahu”, acrescentou.
Erdogan afirmou que o conflito, iniciado em 28 de fevereiro na região, completou seu primeiro mês e continua com um nível crescente de ameaças e perigos, acrescentando que a prioridade da Turquia é atravessar este período turbulento sem danos e que o país está determinado a se manter longe das chamas.
“Entre os principais perigos que nossa região enfrenta está não apenas o prolongamento da guerra, mas também o risco de ela evoluir para um conflito regional mais amplo, já que ataques retaliatórios contra os setores de energia, transporte e infraestrutura civil, infelizmente, aumentam essa probabilidade”, acrescentou.
Ele afirmou que o Ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, participou de uma reunião quadripartite em Islamabad com seus homólogos da Arábia Saudita, Egito e Paquistão, onde as preocupações foram discutidas e medidas para pôr fim à guerra foram abordadas.
O Ministro da Defesa Nacional, Yasar Guler, o chefe da Organização Nacional de Inteligência (MIT), Ibrahim Kalin, e outros funcionários também estão envidando esforços intensivos em suas respectivas áreas, acrescentou.
“Se houver a menor esperança de um fim ao derramamento de sangue, de lágrimas secas, de silenciamento das armas e de resolução dos problemas por meio da diplomacia, é nosso dever aproveitá-la”, disse ele.
“Desde o início da guerra, a postura de princípios da Turquia, sua atitude e as mensagens que enviou ao mundo e à região têm sido a voz da humanidade e da consciência”, acrescentou.
A guerra com o Irã não serve à visão de paz global, mas sim a mina, disse Erdogan, enfatizando que a diplomacia, o diálogo e o compromisso são as melhores ferramentas disponíveis para escapar desse impasse, destacando a necessidade de buscar um terreno comum em vez de insistir em exigências maximalistas.
“Nossa esperança é que o caminho para a paz seja aberto sem mais derramamento de sangue e, para isso, continuaremos a fazer tudo o que pudermos, mesmo que isso signifique nos colocarmos em risco”, acrescentou o presidente turco.







