Qualquer embarcação que deseje atravessar o Estreito de Ormuz “deve obter permissão do Irã”, disse o comandante da Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) na quarta-feira, segundo a Anadolu.
“Os navios receberam garantias de que poderiam atravessar o Estreito de Ormuz? Essa pergunta deveria ser feita às tripulações dos navios Express Rome e Mayuree Naree, que hoje, confiando em promessas vazias, ignoraram os avisos e tentaram atravessar o estreito — mas acabaram sendo interceptadas”, escreveu Alireza Tangsiri na rede social americana X.
Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques conjuntos contra o Irã em 28 de fevereiro, que mataram mais de 1.300 pessoas, incluindo Ali Khamenei, ex-líder supremo do Irã, além de mais de 150 estudantes.
Teerã retaliou com ataques de drones e mísseis contra Israel, Jordânia, Iraque e vários países do Golfo que abrigam instalações militares americanas.
O Irã efetivamente fechou o Estreito de Ormuz desde o início de março. Essa via navegável estratégica normalmente movimenta cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia e aproximadamente 20% do comércio global de gás natural liquefeito. A medida já elevou os preços do petróleo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou o Irã na terça-feira com consequências militares sem precedentes caso o país tenha colocado minas no Estreito de Ormuz e não as tenha removido.







