Apoiadores do ativista pró-Palestina Mahmoud Khalil se reuniram na segunda-feira em frente à Universidade Columbia, na cidade de Nova York, para marcar um ano desde sua detenção pelas autoridades de imigração dos EUA, exigindo o fim dos esforços de deportação contra ele e outros manifestantes pró-Palestina, segundo a Anadolu.
Estudantes, professores e ativistas se reuniram perto dos portões do campus Morningside da universidade, carregando faixas com os dizeres “ICE FORA DAS ESCOLAS”, “PRIMEIRO VIERAM PEGAR MAHMOUD” e “IMIGRANTES SÃO BEM-VINDOS AQUI”.
Khalil, formado pela Columbia e residente legal nos EUA, foi detido por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em março do ano passado por sua participação em protestos pró-Palestina no campus. Embora tenha sido libertado posteriormente por um juiz federal de imigração, seu processo de deportação continua em andamento nos tribunais.
O governo Trump alegou que sua presença ameaçava a política externa dos EUA e o acusou de disseminar antissemitismo sem apresentar provas. Mas o juiz distrital dos EUA, Michael E. Farbiarz, ordenou sua libertação sob fiança em junho e proibiu as autoridades de detê-lo ou deportá-lo.
Em seu discurso no comício, Khalil acusou a Universidade Columbia de facilitar a repressão ao ativismo pró-Palestina.
“Eles escolheram arruinar sua marca, sua instituição, sua liberdade acadêmica apenas para proteger os interesses do Conselho de Curadores”, disse ele. “Eu diria que espero que Columbia aja, mas sei que não agirá. Sei que o racismo anti-palestino está muito enraizado nesta instituição.”
“Eles não querem que ninguém fale pela Palestina. Eles não querem que ninguém fale pelos direitos humanos, e é por isso que fui alvo”, afirmou.
Os organizadores também destacaram o caso de Leqaa Kordia, uma manifestante palestina que permanece detida pelo ICE desde março de 2025, após ser presa durante manifestações pró-Palestina perto de Columbia.







