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Bilionário emiradense repreende senador americano por pedir que os países do Golfo se unam à guerra contra o Irã

11 de março de 2026, às 01h36

Bilionário dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Khalaf Ahmad Al-Habtoor [KhalafAhmadAlHabtoor/Twitter]

O bilionário emiradense Khalaf Al Habtoor criticou duramente o senador americano Lindsey Graham depois que o parlamentar americano pediu que os países do Golfo se juntassem às operações militares contra o Irã ao lado dos Estados Unidos e de Israel.

Em uma longa publicação na plataforma de mídia social X, Al Habtoor rejeitou qualquer participação do Golfo no conflito, argumentando que a região já está pagando o preço por decisões tomadas sem consultar os estados árabes.

Graham fez essas declarações durante entrevistas à imprensa após uma reunião fechada com o Congresso, onde instou os países do Golfo a se envolverem mais ativamente em ações militares contra o Irã. Ele argumentou que os ataques iranianos a países como Kuwait, Catar e Arábia Saudita poderiam levar os aliados árabes de Washington a assumirem um papel mais forte no confronto.

O senador também afirmou que os Estados Unidos “não lutarão sozinhos no Oriente Médio”, observando que a venda de armas para os países do Golfo faz parte de alianças estratégicas mais amplas.

Al Habtoor respondeu criticando o que descreveu como pressão estrangeira sobre os estados da região para que se juntassem ao conflito.

“Sabemos perfeitamente bem por que estamos sendo atacados e também sabemos quem arrastou toda a região para essa escalada perigosa sem consultar seus aliados”, escreveu ele.

O empresário emiradense disse que os países do Golfo não precisam de proteção externa e alertou contra o risco de colocar em perigo a vida das pessoas na região em uma guerra mais ampla. “Nada é mais precioso do que a vida de nossos filhos, e nenhuma aliança vale o risco de perdê-la”, disse ele, acrescentando: “Não precisamos da sua proteção… tudo o que queremos é que vocês nos deixem em paz”.

Al Habtoor também criticou o papel do comércio global de armas, descrevendo a venda de armamentos como um grande negócio, e não como uma forma de proteção, e argumentou que os conflitos na região beneficiam a indústria armamentista internacional.

Ele ainda acusou Graham de priorizar os interesses israelenses em detrimento dos interesses do público americano, afirmando que os países da região buscam paz e estabilidade e preferem soluções diplomáticas à escalada militar.