O exército israelense reconheceu dificuldades significativas em interceptar drones lançados pelo Hezbollah do Líbano, com fontes militares descrevendo a taxa de sucesso das operações de interceptação como “muito baixa”.
Segundo o jornal israelense Haaretz, oficiais militares não identificados disseram que há “dificuldade significativa” em deter os drones usados pelo Hezbollah em ataques contra alvos israelenses.
As fontes acrescentaram que Israel decidiu entrar em combate com o Hezbollah nesta fase sem evacuar os moradores das cidades próximas à fronteira norte. Eles afirmaram que a política permanece em vigor por enquanto, embora novas decisões possam ser tomadas dependendo dos desdobramentos no terreno.
Autoridades militares também indicaram que o plano operacional no Líbano não tem um prazo definido, alertando que o confronto pode se intensificar e se tornar uma guerra prolongada.
Durante os ataques em curso no Líbano, o exército israelense teria destruído centenas de edifícios, incluindo cerca de 50 arranha-céus, que, segundo eles, estavam ligados a posições do Hezbollah.
As fontes alegaram ainda que os recentes ataques conjuntos entre EUA e Israel no Irã interromperam as rotas de abastecimento entre Teerã e o Hezbollah, incluindo o financiamento e o fornecimento de armas, forçando o grupo a gerenciar o atual confronto de forma mais independente.
De acordo com as mesmas autoridades, as operações militares israelenses visam neutralizar três principais ameaças vindas do Líbano: infiltração transfronteiriça, lançamento de foguetes contra o território israelense e o fortalecimento das capacidades militares do Hezbollah.
No domingo, o Hezbollah afirmou ter realizado sete ataques com foguetes e drones contra bases militares israelenses, concentrações de tropas e posições, e que também repeliu duas tentativas de avanço israelense.







