Durante uma visita a um local atingido por um míssil iraniano, Netanyahu declarou: “Lemos na porção da Torá desta semana: ‘Lembrem-se do que Amaleque fez a vocês.’ Nós nos lembramos — e agimos.” Os amalequitas são identificados na Bíblia Hebraica como um adversário persistente dos israelitas, associado a um mandamento da Torá que ordena o apagamento de sua memória. Especificamente, 1 Samuel 15:3 — que ordena o assassinato de homens, mulheres e crianças — tem sido alvo de críticas internacionais por sua linguagem genocida. Essa retórica bíblica ganhou nova atenção em outubro de 2023, quando o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, invocou a narrativa dos “amalequitas” em referência ao Hamas durante operações em Gaza.
Em 13 de outubro de 2023, durante a posse do governo de unidade nacional de emergência de Israel, Netanyahu declarou: “Hoje, contra o inimigo, com o antigo mandamento ‘Lembrem-se do que os amalequitas fizeram a vocês’ ressoando em nossos ouvidos, hoje estamos unindo forças para garantir a eternidade de Israel.”
Quando a invasão terrestre de Gaza começou em 28 de outubro de 2023, ele disse aos soldados das Forças de Defesa de Israel: “Vocês devem se lembrar do que Amaleque fez a vocês, diz a nossa Bíblia Sagrada. E nós nos lembramos.”
As declarações geraram forte reação internacional por potencialmente insinuarem uma erradicação total, foram citadas no processo por genocídio aberto pela África do Sul no Tribunal Internacional de Justiça e foram defendidas por Netanyahu como uma referência a ameaças históricas, como os nazistas.
