Espanha afirma que os EUA devem respeitar o Direito Internacional após Trump ameaçar cortar relações comerciais

36 minutos ago

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O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, discursa durante a sessão plenária do Parlamento sobre os extensos cortes de energia que afetam milhões de pessoas na Espanha, em Madri, em 7 de maio de 2025. [Burak Akbulut – Agência Anadolu]

O governo espanhol respondeu na terça-feira à ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de “cortar todo o comércio” com a Espanha, afirmando que qualquer revisão das relações comerciais deve respeitar o  Direito Internacional  e os acordos existentes.

O governo afirmou que, se Washington pretende rever as relações comerciais entre os dois países, “deve fazê-lo respeitando a autonomia das empresas privadas, o Direito Internacional  e os acordos bilaterais entre a União Europeia e os Estados Unidos”, informou a emissora pública RTVE, citando um comunicado.

Trump descreveu a Espanha como uma aliada “péssima” e criticou Madri pelo que chamou de cooperação insuficiente em relação às bases militares americanas em meio à escalada no Oriente Médio.

O governo rejeitou as críticas, enfatizando que a Espanha é “um membro fundamental da OTAN” e cumpre seus compromissos, além de contribuir significativamente para a defesa territorial europeia.

Madri também destacou o papel do país como uma importante potência exportadora da UE e um parceiro comercial confiável com 195 países, incluindo os EUA, com os quais mantém uma relação comercial “histórica e mutuamente benéfica”.

Acrescentou que possui os recursos necessários para mitigar os impactos potenciais, apoiar os setores afetados e diversificar as cadeias de suprimentos, se necessário.

O governo reiterou que sua posição “é e sempre será a de trabalhar pelo livre comércio e pela cooperação econômica entre os países”, com base no “respeito mútuo” e no “cumprimento do  Direito Internacional ”.

O governo espanhol afirmou na segunda-feira que os EUA não usaram nem pretendem usar bases militares espanholas para realizar ataques contra o Irã.

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