Mais de 7.600 migrantes mortos e desaparecidos em 2025, reporta ONU

22 minutos ago

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Bote com 54 refugiados, incluindo seis mulheres e três crianças, de Gâmbia, Gana, Nigéria e Mali, no Mediterrâneo Central, após partir da Líbia, em 3 de setembro de 2025 [Joan Galvez/Agência Anadolu]

Ao menos 7.667 migrantes morreram ou desapareceram em 2025, em meio à persistente crise global de refugiados, confirmou nesta quinta-feira (26) a Organização Internacional para a Migração (OIM), em seu último relatório.

“A continuada perda de vida nas rotas migratórias representa um fracasso global que não podemos aceitar como normal”, advertiu Amy Pope, diretora-geral da OIM. “Essas mortes não são inevitáveis”.

Embora menos do que os quase 9.200 mortos e desaparecidos de 2024, a queda reflete não medidas de segurança, mas queda nas travessias em rotas perigosas, sobretudo nas Américas, bem como falta de dados, acesso e recursos.

A agência pediu pelo desmantelamento das redes de tráfico, expansão de rotas seguras e fortalecimento das operações de busca e resgate para prevenir a perda de vida.

Travessias por mar seguem as mais letais, com ao menos 2.185 mortos e desaparecidos apenas no Mediterrâneo, no último ano; outros 1.214 morreram no Atlântico, na rota das Ilhas Canárias, território da Espanha.

A agência, no entanto, alertou para subnotificação.

Além disso, reportou um início alarmante do ano corrente, com 606 migrantes mortos no Mediterrâneo até 24 de fevereiro, apesar de queda substancial nas chegadas à Itália.

Na Ásia, ao menos três mil mortes foram documentadas, no ano mais letal para a região, pelo terceiro ano seguido. O recorde de letalidade deriva sobretudo da fuga de afegãos de seu país, ainda em conflito.

A rota oriental viu ainda aumento acentuado com 922 mortes, comparada a 558 em 2024. Quase todas as vítimas neste trecho, no ano passado, eram etíopes, notou a OIM.

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