Um projeto de proposta para Gaza, liderado por mediadores apoiados pelos EUA, prevê que o Hamas entregue armas capazes de atingir Israel, mantendo temporariamente algumas armas leves, segundo autoridades, sinalizando uma possível mudança. Em um esforço para desmilitarizar o enclave após anos de guerra, a agência Anadolu reporta.
O plano, elaborado por uma equipe internacional que inclui o genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, o enviado dos EUA, Steve Witkoff, e o ex-alto funcionário da ONU, Nickolay Mladenov, deverá ser apresentado ao Hamas nas próximas semanas, segundo fontes familiarizadas com as discussões que falaram ao The New York Times, sob condição de anonimato devido à sensibilidade das negociações.
Washington pressiona por um desarmamento gradual como pedra angular da estrutura de 20 pontos do presidente Donald Trump para Gaza, que sustenta os atuais acordos de cessar-fogo.
“Os Estados Unidos estão trabalhando em estreita colaboração com todas as partes e mediadores para garantir a plena implementação do plano e promover uma estrutura de segurança duradoura que apoie a estabilidade a longo prazo na região e a prosperidade de Gaza”, disse o porta-voz da Casa Branca, Dylan Johnson.
Israel insiste que qualquer retirada de tropas de Gaza depende da entrega das armas pelo Hamas, considerando a desmilitarização essencial.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu já havia alertado que o Hamas seria desarmado “do jeito fácil ou do jeito difícil, mas isso vai acontecer”.
Segundo o jornal, analistas afirmam que o desmantelamento das capacidades militares do Hamas continua sendo o “ponto crucial de tudo”, com Shira Efron, da RAND Corporation, alertando que o fracasso poderia acarretar o risco de um novo conflito ou de uma estrutura de governança dividida em Gaza.
O Hamas não se comprometeu publicamente com o desarmamento, embora o alto funcionário Khaled Meshal tenha sugerido recentemente que o grupo pretende manter suas armas, declarando: “Enquanto houver ocupação, haverá resistência”, acrescentando que uma ação armada contra Israel pode não ser provável “nos próximos 10 a 15 anos”.







