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Chefe do Hezbollah rejeita ‘hegemonia’ EUA-Israel e apoia eleições libanesas oportunas

12 de fevereiro de 2026, às 07h54

Secretário-Geral do Hezbollah, Naim Qassem. [Houssam Shbaro – Agência Anadolu]

O Secretário-Geral do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que Israel está “mais fraco hoje do que nunca”, insistindo que a resistência no Líbano não pode ser interrompida.

Em declarações sobre os desenvolvimentos nacionais e regionais, Qassem disse que a resistência é garantida constitucionalmente e que “ninguém pode parar a resistência no Líbano”.

Ao comentar o que descreveu como a hegemonia americano-israelense na região, Qassem afirmou que o Líbano não serviria como canal para as ambições israelenses. Ele caracterizou Israel como uma potência ocupante e argumentou que seu prestígio internacional havia declinado.

“Israel tornou-se mais fraco do que nunca porque é inútil sem os Estados Unidos e porque não conseguiu alcançar uma vitória decisiva”, disse ele, acrescentando que o país havia entrado em uma fase de recuo.

Qassem também afirmou que o Hezbollah permaneceria comprometido em impedir que Israel alcançasse a estabilidade, argumentando que a firmeza das forças libanesas e palestinas havia obstruído os objetivos israelenses.

Em relação a assuntos internos, ele disse que o Hezbollah havia decidido fornecer abrigo para pessoas deslocadas por três meses, reconhecendo que esse apoio é principalmente responsabilidade do Estado libanês. Ele disse que o movimento interveio devido à incapacidade do Estado de atender às necessidades urgentes.

Qassem enfatizou ainda a importância de realizar as eleições parlamentares do Líbano dentro do prazo previsto, afirmando que o partido está trabalhando para garantir que elas aconteçam.