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Netanyahu ataca o ex-premiê Ehud Barak, alegando que ‘Epstein não trabalhou para Israel’

7 de fevereiro de 2026, às 02h46

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, discursa durante uma coletiva de imprensa em Jerusalém, em 9 de dezembro de 2024. [Foto de MAYA ALLERUZZO/POOL/AFP via Getty Images]

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aproveitou o foco renovado nos arquivos de Epstein para atacar seu antecessor, Ehud Barak, afirmando que Jeffrey Epstein “não trabalhou para Israel”, segundo a Anadolu.

O jornal Jerusalem Post noticiou que os laços de Barak com Epstein receberam ampla atenção da mídia após os dois se encontrarem diversas vezes em 2015 e 2016, anos depois da primeira condenação criminal de Epstein. Fotos que circularam na época mostravam Barak entrando na residência de Epstein em Manhattan, Nova York.

Em seu primeiro comentário público sobre os documentos de Epstein, Netanyahu escreveu na rede social americana X que a “relação incomumente próxima de Epstein com Ehud Barak não sugere que Epstein tenha trabalhado para Israel. Prova o contrário”.

“Preso à sua derrota eleitoral de mais de duas décadas atrás, Barak tem tentado obsessivamente, durante anos, minar a democracia israelense, trabalhando com a esquerda radical antissionista em tentativas fracassadas de derrubar o governo israelense eleito”, acrescentou, referindo-se à sua própria administração.

Netanyahu acusou Barak de se envolver “em atividades públicas e nos bastidores para minar o governo de Israel, incluindo alimentar movimentos de protesto em massa, fomentar a agitação e disseminar narrativas falsas na mídia”.

Barak tem sido um crítico ferrenho de Netanyahu há anos e repetidamente pediu a destituição do governo.

Em meados de 2025, Barak juntou-se a cerca de 3.000 profissionais médicos e de saúde israelenses na assinatura de petições que instavam o governo a garantir o retorno dos prisioneiros mantidos por facções palestinas em Gaza, mesmo que isso exigisse a suspensão da guerra que começou em 8 de outubro de 2023 e durou dois anos.

Na sexta-feira, o vice-procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, anunciou a divulgação de mais de 3 milhões de arquivos adicionais ao público como parte das investigações sobre Epstein.

Epstein, um financista americano acusado de comandar uma extensa rede de tráfico sexual envolvendo meninas menores de idade, algumas com apenas 14 anos, foi encontrado morto em uma prisão de Nova York em 2019, enquanto estava sob custódia.

Os autos do processo incluem os nomes de diversas figuras de destaque, entre elas o ex-príncipe britânico Andrew, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, o atual presidente dos EUA Donald Trump, o ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak, o cantor Michael Jackson e o ex-governador do Novo México Bill Richardson.